domingo, 30 de janeiro de 2011

Opinião Política - Terremoto no Mundo Árabe

O Mundo Árabe foi sacudido nesses dias por intensos protestos pedindo mudanças no regime político. Da Tunísia, onde seu presidente foi deposto, esses protestos se espalharam para o Egito, o Iêmen, a Jordânia, a Argélia, a Mauritânia e Omã. Analisando-se bem a situação interna desses países, nos defrontamos com um fator diferenciado. Ao contrário de países como o Irã e a Síria, esses países junto com Turquia, Arábia Saudita e outros mantêm boas relações com Israel, recebem investimentos norte-americanos, apóiam os Estados Unidos, combatem o fundamentalismo islâmico e são regimes moderados. Ora, mas esses fatores não deixam de caracterizá-los como totalitarismo, uma vez que não têm democracia, suas eleições são fraudulentas, mantêm líderes no poder há décadas, a oposição sofre perseguição política, a mídia, a internet, a imprensa e os jornais são controlados a mão-de-ferro pelo governo, não há liberdade de expressão, de pensamento e de reunião, têm muita corrupção e os direitos humanos são desrespeitados. O Ocidente e os Estados Unidos, principalmente, têm vivido um dilema, pois eles pregam a democracia, mas diante de interesses no combate ao terrorismo, eles se calam diante de ditaduras aliadas. Esses protestos demonstram que a população do Mundo Árabe já esta cansada desses governos e querem mudanças e reformas políticas, econômicas e sociais e, nesse caso atinge tanto os regimes que apóiam e financiam o terrorismo (Irã e Síria) quanto aqueles que o combatem (Egito, Turquia, Tunísia, Argélia, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Arábia Saudita, Omã, Iêmen, Paquistão e Jordânia). Esses protestos podem representar um importante passo no processo de democratização no Mundo Árabe, região que ainda engatinha no sistema político e que precisa aprender com o Ocidente.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Opinião Política - O Futuro dos BRICs

Deixando um pouco de lado o ativismo político, a luta pela democracia, as incertezas reinantes nos nossos dias e a retórica e a ideologia pró-capitalismo e adotando-se uma postura mais pragmática, afirmo que Brasil, Rússia, Índia e China, os chamados BRIC, serão potências internacionais do futuro. Acredito que os BRICs, junto com África do Sul, México, Indonésia, alguns países asiáticos e alguns países do mundo árabe terão papel maior no cenário internacional. Mas, para isso, terão de se adaptar a valores ocidentais, tais como a democracia, a economia de mercado, as liberdades fundamentais e o respeito aos direitos humanos. Tal como ocorreu na China, na área econômica, após a morte de Mao-tse Tung, em que Deng Xiaoping assumiu a Presidência da China e adotou inúmeras medidas de abertura econômica, como a abertura ao capital estrangeiro e a permissão para a instalação de empresas multinacionais, que fez com que o país crescesse a taxas astronômicas desde então. Assim, esses países que não têm tradição com o mercado e a democracia, terão que mudar sua postura para que despontem como potências do século XXI. Terão que seguir e se submeter aos exemplos das potências mundiais da atualidade: Estados Unidos, Europa, Japão e Israel. Assim, na China, mudanças em seu sistema econômico e político, tais como a abertura política, a liberdade de expressão, a liberdade de empreendimento, o fim do câmbio artificial, a propriedade privada e o respeito aos direitos humanos, são fundamentais para que se torne uma potência mundial e chegue perto dos Estados Unidos. Na Índia, o combate a pobreza, o fim do sistema de castas, investimentos em educação e tecnologia e o fim dos conflitos étnicos devem ser postos em prática. A Rússia deve se afastar de uma vez por todas de seu passado do socialismo, conter o ímpeto autoritário de Vladmir Putin e acabar com as máfias que estão abrigadas no governo. O Brasil precisa fazer urgentemente a reforma tributária, modernizar a sua infra-estrutura, investir em educação, romper com o sindicalismo do Partido dos Trabalhadores e de Lula e fazer um choque de gestão. Os países árabes devem se afastar do fundamentalismo islâmico, cortar ligações com o terrorismo, implementar a democracia e as liberdades fundamentais, investir em educação e se aliar a Israel e aos Estados Unidos. A África do Sul precisa combater a pobreza, se afastar da política do apartheid, investir em educação e combater a AIDS. O México e alguns países da America Latina terão de reduzir as desigualdades sociais, combater a pobreza, acabar com a criminalidade, investir em educação, combater o narcotráfico, se afastar do chavismo e do autoritarismo e acabar com grupos guerrilheiros. A Indonésia e países asiáticos precisam acabar com a pobreza, combater o terrorismo, investir em educação e romper com o autoritarismo. É justo que países emergentes tenham voz no cenário internacional e rompam o monopólio dos Estados Unidos e Canadá, Europa, Japão e Israel no mundo, mas para isso devem fazer profundas mudanças em sua cultura e seguir o Ocidente e cooperar com ele, pois o Ocidente possui as técnicas e os conhecimentos na área.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Acessibilidade - As Facilidades do Skype para os Deficientes Físicos

O uso do Skype é uma ótima dica para que os deficientes físicos possam fazer ligações telefônicas e se comunicar. O programa possui vários recursos e tecnologias. Ele pode funcionar como um programa de mensagens instantâneas, que permite o uso de uma câmera e do microfone para se fazer conferencias, bem ao estilo do MSN Messenger. Ele permite a conversa direta via microfone e fone de ouvido entre dois usuários do programa, como um telefone. O legal do Skype seria que ele permite que se façam ligações para qualquer telefone, tanto ligações nacionais e internacionais com um preço abaixo daquele praticado entre as ligações normais. Nele você pode receber chamadas telefônicas em seu próprio computador, como se fosse um escritório particular. Importante ressaltar que para se ter acesso as facilidades do Skype é preciso fazer o download do programa em seu site, fazer assinatura de créditos para se fazer as ligações, fazer assinatura de um numero online para ter uma linha telefônica e ter acesso a internet e ter instalado no computador microfone, fone de ouvido e câmera. O Skype serve muito para os portadores de deficiência física que têm o movimento das mãos muito limitado e reduzido, uma vez que todas as funções do programa funcionam com o clique do mouse, sem depender da ajuda dos outros, e para aqueles que não conseguem usar um telefone celular. Para saber mais informações sobre o Skype, basta acessar o site: http://www.skype.com. Monte um escritório particular a partir de seu computador e se comunique com o mundo.