Em minha vida toda, superar barreiras tem sido o desafio de sempre. Desde criança eu tenho convivido com essa realidade. Ser um portador de Distrofia Muscular Duchenne e precisar utilizar um aparelho respiratório o dia inteiro limita muito a vida de uma pessoa. Mesmo com a doença tenho tido uma vida quase normal. Pude estudar, terminar o ensino fundamental, terminar o ensino médio, ter feito cursinho, ter concluído o ensino superior em Relações Internacionais, ter concluído o curso de inglês, passar em dois concursos públicos: um de nível médio e outro de nível superior, ter estudado um pouco de japonês, fazer cursos especiais online, montar um blog pessoal a partir dos conhecimentos que adquiri na faculdade, ter conhecido políticos, participar da comunidade japonesa, ser uma pessoa tomadora de decisão e formadora de opinião, ter uma vida social razoável e finalmente conquistar uma vaga de emprego no mercado de trabalho. Para isso foram necessários a minha dedicação e força de vontade, ter pensamento positivo e pensar positivo, a grande ajuda de minha mãe Ayaka em todas as horas, o apoio da família e dos amigos , o surgimento de novas tecnologias e bastante sorte. Para isso enfrentei tempo frio e tempo quente, tive que me adaptar as limitações que a vida de um deficiente físico impõem, tive que acordar cedo todos os dias, tive que contar com a boa vontade dos outros, contar com meu estado de saúde, enfrentar uma infra-estrutura inadequada, sofrer com a falta de transporte, vivenciar o preconceito de algumas pessoas, compreender a incompreensão de muita gente, conviver com pessoas má intencionadas e superar picuinhas criadas por pessoas de má-fé. Apesar de todas essas dificuldades e contando com o apoio de algumas pessoas, pude superar todas as barreiras e alcançar e viver todas as etapas básicas que todas as pessoas normais têm direito de viver, como uma escada da vida.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Depoimento - Escada da Vida
Em minha vida toda, superar barreiras tem sido o desafio de sempre. Desde criança eu tenho convivido com essa realidade. Ser um portador de Distrofia Muscular Duchenne e precisar utilizar um aparelho respiratório o dia inteiro limita muito a vida de uma pessoa. Mesmo com a doença tenho tido uma vida quase normal. Pude estudar, terminar o ensino fundamental, terminar o ensino médio, ter feito cursinho, ter concluído o ensino superior em Relações Internacionais, ter concluído o curso de inglês, passar em dois concursos públicos: um de nível médio e outro de nível superior, ter estudado um pouco de japonês, fazer cursos especiais online, montar um blog pessoal a partir dos conhecimentos que adquiri na faculdade, ter conhecido políticos, participar da comunidade japonesa, ser uma pessoa tomadora de decisão e formadora de opinião, ter uma vida social razoável e finalmente conquistar uma vaga de emprego no mercado de trabalho. Para isso foram necessários a minha dedicação e força de vontade, ter pensamento positivo e pensar positivo, a grande ajuda de minha mãe Ayaka em todas as horas, o apoio da família e dos amigos , o surgimento de novas tecnologias e bastante sorte. Para isso enfrentei tempo frio e tempo quente, tive que me adaptar as limitações que a vida de um deficiente físico impõem, tive que acordar cedo todos os dias, tive que contar com a boa vontade dos outros, contar com meu estado de saúde, enfrentar uma infra-estrutura inadequada, sofrer com a falta de transporte, vivenciar o preconceito de algumas pessoas, compreender a incompreensão de muita gente, conviver com pessoas má intencionadas e superar picuinhas criadas por pessoas de má-fé. Apesar de todas essas dificuldades e contando com o apoio de algumas pessoas, pude superar todas as barreiras e alcançar e viver todas as etapas básicas que todas as pessoas normais têm direito de viver, como uma escada da vida.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Opinião Política - Cesare Battisti: um Presente de Grego Italiano
O Supremo Tribunal Federal decidiu por seis votos a três manter a decisão do ex-presidente Lula de não extraditar o terrorista italiano Cesare Battisti e liberá-lo da prisão. Essa decisão gerou muita polêmica e fortes reações do governo italiano, que pediu a volta de seu embaixador e ameaçou levar o caso a Corte Internacional de Haia e fez com que parentes de uma das vítimas pedissem o boicote da Itália na Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Como se sabe, durante a década de 1970, Cesare Battisti fazia parte de um grupo terrorista de extrema-esquerda, que espalhou o terror na Itália, foi responsável por quatro assassinatos, foi condenado a prisão perpétua pela justiça italiana e era procurado por ela . Ora, com essa atitude o Brasil agiu de forma semelhante ao Paquistão quando do assassinato do terrorista Osama Bin Laden, em que foi necessário por parte do governo norte-americano promover a operação militar sem avisar as autoridades paquistanesas uma vez que Osama Bin Laden era mantido numa casa em território paquistanês levantando suspeitas de conivência por parte das autoridades paquistanesas. Ou seja, enquanto o governo italiano, um governo democrático, busca capturar o terrorista Cesare Battisti, o Brasil lhe dá refúgio e proteção. Alega-se que o Brasil agiu de forma soberana, mas que soberania é essa que defende o terrorismo? Ora, respeitar as leis e acordos internacionais também é uma forma de exercer soberania. Alega-se que o governo Silvio Berlusconi faz perseguição política como em tempos de fascismo, apenas a esquerda enxerga isso, uma vez que a Itália é uma democracia e o primeiro-ministro Silvio Berlusconi vem sendo julgado e suspeito pela justiça italiana por corrupção e sofreu derrotas eleitorais recentemente. Para a esquerda quando o terrorista é de direita ele é um sanguinário e genocida, quando é de esquerda é um herói e libertador. Difícil aceitar que o Brasil venha a comprar briga com o governo da Itália por causa de um terrorista e por pura ideologia. Ora o que esperar de um governo que passa a mão na cabeça de Cesare Battisti, de Muamar Kadafi, de Osama Bin Laden, de Hugo Chávez, de Mahmoud Ahmajinejad e das FARC? Lula saiu e deixou Cesare Battisti de presente para Dilma Rousseff.
Acessibilidade - Mercado de Trabalho para Pessoa com Deficiência
Para um portador de deficiência física ter uma vaga de emprego no mercado de trabalho representa muito mais do que uma fonte de renda. Representa independência, liberdade, liberdade na compra de produtos, senso de responsabilidade, auto-estima, se sentir produtivo, se sentir útil, estar integrado à sociedade, estar contribuindo para as outras pessoas, ser uma pessoa economicamente ativa e estar participando da construção da sociedade. É uma sensação muito boa saber que estamos gerando renda, sem depender dos outros, fazendo a sociedade se movimentar, poder comprar o que quiser, ser responsável pelo próprio destino, sentir que estamos construindo algo grandioso na sociedade, a superação de barreiras e limitações, a sensação de que eu sou capaz, a sensação de que eu contribuo para as outras pessoas e a tão almejada independência. O efeito do mercado de trabalho é muito maior que a educação e a capacitação podem nos proporcionar nesta direção. A educação quando é a única opção para o deficiente físico tem os mesmos efeitos que o mercado de trabalho pode potencializar. Deixar de ser um sujeito passivo para se tornar um agente ativo, tomador de decisão, dono de sua vida, dono de seu destino e dono de seu futuro, eis ai a maior e a grande contribuição que a abertura de uma oportunidade especial de emprego pode propiciar a uma pessoa portadora de deficiência física. Com o advento de novas tecnologias como o computador e a internet essa tem sido a nova realidade. O sistema Home Office deve ser a tendência do século XXI e o instrumento capaz de habilitar a pessoa com deficiência física para o mercado de trabalho. Dar oportunidade de emprego para uma pessoa com deficiência física representa um direito humano, ao se fazer uma análise dos benefícios que essa atitude pode acarretar. Desenvolver o potencial de raciocínio de uma pessoa portadora de deficiência física é fundamental quando são levados em consideração sua mobilidade reduzida e limitações, sendo nesse quesito que as vagas de mercado de trabalho devem ser baseadas.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Opinião Política - Lulanês: um Novo Idioma
O Ministério da Educação gerou forte polêmica ao enviar as escolas material didático contendo erros de português, erros de matemática, valorização do governo Lula nos livros de história e novos conceitos pedagógicos, tais como aquele que diz que não tem problema em falar e escrever ‘’Nóis vai pescar os peixe no rio’’, aquele que diz que basta se entender o conteúdo da frase sem se importar com a concordância verbal e a forma de escrever e aquele que diz que recriminar isso tudo seria preconceito. Com essa atitude, o governo admite e aceita formalmente o analfabetismo e a ignorância, faz com que o Brasil fique na retaguarda da globalização e da era do conhecimento e implanta um novo idioma no país: o lulanês. Como se sabe, o ex-presidente Lula não teve formação superior, nunca prezou pela educação, sempre cometeu erros de português em seus discursos, sempre buscou reescrever a história, sempre buscou se comparar ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, herdou e colheu os frutos das políticas deste, sempre buscou tirar a importância da educação e sempre se esbanjou disso tudo. Aceitar ‘’Nóis foi ao cinemas ontem’’, 2+2=7, que o governo de Fernando Henrique Cardoso só teve problemas e o de Lula só teve coisas boas sem nenhum escândalo de corrupção e a concessão do título de doutor causa honoris ao ex-presidente Lula pela Universidade de Coimbra seria como inventar um novo idioma: o lulanês. Dizer que recriminar tudo isso é puro preconceito, ou seja recriminar o erro é preconceito, seria admitir a preguiça, admitir o jeito Lula de ser e seria como inventar um novo idioma: o lulanês. Absurdo pensar que o ministro Fernando Haddad tenha permitido isso, absurdo maior que as falhas do ENEM, que as discussões sobre cotas raciais e a progressão continuada. Lula e o PT buscam se vangloriar do crescimento econômico, da distribuição de renda, da redução da pobreza e do maior destaque do Brasil no cenário internacional, quando na verdade tudo isso foi conquistado graças às políticas implementadas por Fernando Henrique Cardoso e porque Lula e o PT decidiram mantê-las. Ora, como poderíamos alcançar tudo isso, com um governo que fala o lulanês? Como poderemos avançar na globalização e na era do conhecimento e alcançarmos os crescimentos chinês e indiano com um governo que fala o lulanês?
domingo, 5 de junho de 2011
Opinião Política - O Palocci da Corte
O governo Dilma Rousseff se deparou nesses dias com sua primeira crise política: o enriquecimento de patrimônio em vinte vezes do ministro-chefe da Casa Civil Antônio Palocci durante seu mandato de deputado federal. Em 2006, no governo Lula, o então poderoso ministro da Fazenda Antônio Palocci caiu logo após a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que havia afirmado que Antônio Palocci freqüentava uma mansão onde se fazia negócios escusos relacionados a Ribeirão Preto, onde Antônio Palocci fora prefeito. A crise de Antônio Palocci deu um pouco de fôlego a combalida Oposição, fez com que o PMDB obtivesse maior poder de barganha sobre o governo, fez com que o governo perdesse na votação do Código Florestal, fez com que o governo voltasse atrás com o kit anti-homofobia, gerou atritos na base aliada e no PT, fez com que Lula ressurgisse das cinzas revelando a debilidade da presidenta Dilma Roussef e acabou com a lua-de-mel que viveu até agora o governo Dilma Roussef. Antônio Palocci tentou de tudo para abafar o caso. Antônio Palocci adotou o silêncio, afirmou que enriqueceu por apenas prestar serviços de consultoria, afirmou que salário de ex-ministro é exorbitante, trouxe Lula de volta para a Política, ameaçou a Oposição, usou a tropa de choque do governo, tentou evitar CPIs e por fim deu uma entrevista exclusiva ao Jornal Nacional para explicar o episódio. José Dirceu, Dilma Rousseff, Erenice Guerra e Antônio Palocci, quem será o próximo da Casa Civil?

quarta-feira, 1 de junho de 2011
Opinião Política - O Poderoso Chefão
O mundo ficou surpreso com a prisão de Dominique Strauss-Khan sob a acusação de estupro de uma camareira em Nova York. A população francesa ficou estarrecida com o episódio, chegando a desconfiar de uma suposta armação política. O poderoso Dominique Strauss-Khan era o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, o FMI, era o preferido pelas pesquisas de opinião para ser o presidente da França e vinha conduzindo a negociação de acordos das dívidas de Grécia, Irlanda e Portugal. Essa prisão, no entanto, apesar de envolver uma autoridade e uma organização internacional respeitada, possui apenas um caráter simbólico, mas que suscita discussões. Como se sabe, o FMI foi criado em 1944, logo após a Segunda Guerra Mundial, a partir dos acordos de Bretton Woods, tinha como finalidade manter o funcionamento do sistema financeiro mundial e entre suas regras havia a exigência de seu diretor-gerente ser um cidadão europeu. Hoje, muita coisa mudou, o mundo se globalizou, o surgimento de novos meios de comunicação permitiu aumentar o comércio e os investimentos entre as nações, a visão dos países sobre o FMI mudou e os países emergentes passaram a ter importância cada vez maior no cenário internacional e nas discussões internacionais, não refletindo mais o cenário do pós Segunda Guerra Mundial, surgindo inúmeras discussões. Discute-se atualmente sobre a origem de seu diretor-gerente, havendo a proposta de mudar essa regra, estabelecendo o mérito como fator de escolha. Exige-se hoje maior espaço nas tomadas de decisões do FMI para os países emergentes. E por fim o mundo torce para que o cargo de diretor-gerente do FMI seja ocupado por uma pessoa nascida em um país emergente ou de um continente diferente da América do Norte e Europa. Talvez alguém do Brasil, da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul, os BRICS. Enfim, o mundo pede mudanças no FMI e o FMI busca mudar a sua imagem manchada e marcada por críticas de alguns países, em especial dos subdesenvolvidos, de que o FMI seria um instrumento do imperialismo dos Estados Unidos, de que o FMI não reflete os dias atuais e de que o FMI impõe medidas duras e rígidas demais aos países em crise, países subdesenvolvidos durante anos e agora países desenvolvidos, e que a prisão de Dominique Strauss-Khan ajuda a reforçar.

terça-feira, 24 de maio de 2011
Futebol e Relações Internacionais - Futebol da Paz
O futebol tem sido também nas Relações Internacionais um instrumento para unir povos. A globalização tem permitido a realização de torneios multinacionais continentais entre times de diferentes países, formando uma espécie de confederação. Assim, no campeonato europeu vemos partidas entre o Manchester United da Inglaterra e o Milan da Itália, o Bayern de Munique da Alemanha e o Porto de Portugal e o Real Madrid da Espanha e o Lyon da França. A troca entre jogadores de diferentes nacionalidades em diferentes países fez nascer um verdadeiro mercado internacional, uma Torre de Babel, não havendo mais grandes diferenciações e choques culturais entre as nações. A Copa do Mundo se tornou um grande evento de confraternização entre os povos do mundo, juntando em um mesmo campeonato delegações de diferentes países. Confraternização essa que tem permitido a união de povos inimigos, como ficou evidente quando as seleções de Estados Unidos e Irã tiraram foto juntos e nos diferentes encontro nos Jogos Olímpicos entre as delegações da Coréia do Norte e da Coréia do Sul. Em todos os cantos do mundo o termo Ronaldo é usado para o reconhecimento do Brasil e dos brasileiros e também para a pacificação de conflitos entre os povos e para a promoção de desenvolvimento de países destruídos pela guerra. Vale lembrar a partida de futebol promovida pela Organização das Nações Unidas para a reconstrução do Haiti e que contou com a presença de Ronaldo e dos jogadores da seleção brasileira. Isso tudo sem contar com a inclusão social e o desenvolvimento de pessoas carentes que o futebol promove nos quatro cantos do mundo.
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