A Bielorrússia ou Belarus é a única ditadura européia
existente nos dias de hoje e vive sob a brutalidade de seu presidente Aleksandr
Lukashenko. Aleksandr Lukashenko é considerado como o último tirano da Europa, eleito
em 1994, desde então foi sendo reeleito várias vezes, conquistando sucessivas eleições,
de forma controversa e criticadas por observadores internacionais e pelo
Ocidente, e por meio de fraudes eleitorais, somando ao todo 18 anos no poder. Seu
governo é marcado pela perseguição e repressão de adversários políticos, pelo
cerceamento de vozes da oposição, pela violação e abusos dos direitos humanos,
pelo fechamento de órgãos de imprensa contrários ao regime, pelo controle do
judiciário e por manter um Estado autoritário com uma estrutura político-econômica
semelhante ao da era soviética. Por conta disso, o governo da Bielorrússia vem sendo
alvo de sanções políticas e econômicas por parte do governo dos Estados Unidos,
da União Européia e da comunidade internacional. Inclusive, o Comitê
Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres negou o seu credenciamento, uma vez
que pretendia comparecer ao evento na qualidade de presidente do Comitê Olímpico
da Bielorrússia e os Estados Unidos e a União Européia proibiram a entrega de
vistos para ele e seus familiares, por conta de abusos de seu governo. Seus
apoiadores afirmam que Aleksandr Lukashenko conseguiu manter a estabilidade
política e econômica do país e que salvou o país das piores consequências do
capitalismo pós-soviético. Vale lembrar que a Bielorrússia fez parte da União Soviética
e que hoje a Rússia é o seu principal aliado. A Rússia mantém com a Bielorrússia
o fornecimento de energia a preços baixos e negociações para formação de um
estado de união, ou seja, eles estudam a fusão entre seus países. A Bielorrússia
é a única ditadura existente na Europa e abriga o último tirano da Europa, o
poderoso Aleksandr Lukashenko, ou seja, trata-se de uma verdadeira ovelha negra
da Europa sob a órbita da União Européia, símbolo da democracia.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Opinião Política - Escuridão e Primavera em Mianmar
Aos poucos mudanças democráticas vem sendo introduzidas em
Mianmar, um dos regimes mais fechados do mundo e uma das ditaduras mais brutais
do planeta. A ativista e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, mantida em prisão domiciliar
por duas décadas e libertada em 2010 depois de fortes pressões internacionais,
faz sua primeira visita aos Estados Unidos, após viajar para Tailândia e
Europa, em suas primeiras viagens internacionais desde que o país recebeu um
novo governo civil com o apoio dos militares. A Coca-Cola volta a ser vendida em
Mianmar depois de uma interrupção que durou 60 anos, num sinal de abertura do
mercado. O governo de Mianmar retira mais de dois mil nomes de uma lista negra
contendo pessoas consideradas uma ameaça a segurança nacional e que não podem
entrar ou sair do país. Mianmar anuncia a suspensão de todas as atividades
ligadas a sua ambição de desenvolver um programa nuclear. Os Estados Unidos e a
União Européia relaxam sanções impostas ao regime de Mianmar, como
reconhecimento a progressos políticos no país. Aung San Suu Kyi assume uma vaga
no Parlamento depois de eleições parlamentares. Mianmar liberta prisioneiros
políticos, incluindo líderes da revolta estudantil de 1988 e monges budistas
que lideraram onda de protestos em 2007, culminando no reatamento das relações diplomáticas
com os Estados Unidos. O governo de Mianmar anuncia um acordo preliminar de
cessar-fogo com os rebeldes do grupo Karen, para pôr fim a um dos conflitos
civis mais antigos do mundo. A secretária de Estado norte-americana Hillary
Clinton faz uma visita a Mianmar, a primeira visita de um secretário de Estado
americano desde 1995 ao país. Vale lembrar que Mianmar é um dos países mais fechados do
mundo, uma ditadura brutal, que dura 50 anos, de 1962 a 2011, país muito pobre,
onde prevalece a corrupção dos militares e duramente criticado por abusos dos
direitos humanos pela comunidade internacional. Em 1962, um golpe militar leva
ao poder o general U Ne Win, que governa ditatorialmente até 1988, quando uma
onda de protestos populares o obrigam a renunciar. Em 1988, um novo golpe
militar leva ao poder o general Saw Maung. Em 1989, o nome do país muda de Birmânia
para Mianmar. Em 1990, nas eleições para o Parlamento, encarregado de elaborar
a nova Constituição, a oposição vence com ampla maioria, porém, o governo
militar impede sua atividade, prende sua principal líder, a ativista Aung Sang
Suu Kyi, e o país mergulha no caos político e social, reprimindo brutalmente
opositores ao regime. A ditadura de Mianmar mantém estreitas relações com a
China. Em 2010, o país começou uma transição democrática, com a chegada de uma geração
mais jovem de líderes, culminando na transferência do poder por parte da junta
militar aos civis, assumindo Thein Sein, que vem implementando aos poucos as reformas
políticas citadas. Mianmar é um dos regimes mais fechados e brutais do planeta,
localizado no Sudeste Asiático, perto da também fechada e isolada Coreia do
Norte e vem aos poucos fazendo reformas democráticas e se afastando de seu
isolamento, saindo da escuridão e entrando na primavera.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Acessibilidade - Paraolimpíadas 2012 e a Pessoa Com Deficiência
O
Brasil brilhou nas Paraolimpíadas de Londres de 2012 e os nossos atletas paraolímpicos
estão de parabéns, servindo como exemplos de superação. Ao todo, o Brasil conquistou
21 medalhas de ouro, 14 medalhas de prata e 8 medalhas de bronze, somando ao
todo um quadro de 43 medalhas, ficando no sétimo lugar do mundo, na melhor
campanha do Brasil em toda a história do torneio. O nadador Daniel Dias levou a medalha de ouro
em todas as seis provas individuais, sendo comparado ao nadador norte-americano
Michael Phelps, quebrou quatro recordes e se tornou o maior atleta paraolímpico
da história do Brasil, somando 14 medalhas em sua segunda participação no
torneio. Já o nadador André Brasil conquistou três medalhas e bateu um recorde na
prova de 50m livres da natação. Na corrida do estádio olímpico, o Brasil bateu
quatro recordes. O corredor Alan Fonteles superou o favorito, o sul-africano Oscar
Pistorius, e foi ouro na prova dos 200m. O corredor Yohanson Nascimento venceu
duas provas no atletismo. Além disso, vale lembrar que as atletas Terezinha Guilhermina
e Shirlene Coelho também se destacaram na categoria. O futebol paraolímpico conseguiu superar o
fiasco que foi o desempenho da seleção brasileira do treinador Mano Menezes nos
Jogos Olímpicos e levou o ouro, no esporte mais popular dos brasileiros. Pela botcha,
o Brasil conquistou quatro premiações. Além disso tudo, vale a pena destacar a
cobertura dada pelas emissoras de televisão aos Jogos Paraolímpicos, que a cada
ano ganha maior destaque na mídia, contribuindo assim para abrir a cabeça das pessoas,
promover a inclusão social das Pessoas Com Deficiência e para a construção de
uma sociedade melhor e mais humana. Os nossos atletas paraolímpicos conseguiram
inclusive a ter melhor desempenho que os atletas olímpicos, demonstrando para a
sociedade que o esporte não é um tabu, uma coisa impossível para a Pessoa Com
Deficiência em decorrência de suas limitações físicas, que todos podem ter a oportunidade
igual de praticar esportes, basta a sociedade compreendê-la, se adaptar a ela,
incentivá-la e dar todo o apoio necessário, assim como qualquer um, seja
normal, seja Pessoa Com Deficiência.
Comentário Sobre o Agita Saúde
Domingo, no dia 16 de setembro, fui a
11a Edição do Agita Saúde, que aconteceu na Praça Flávio Xavier de
Toledo, no Jardim da Saúde, conhecida por suas amoras. Trata-se de um evento da
comunidade japonesa em prol dos moradores do bairro Jardim da Saúde, organizado
pela Associação Cultural e Esportiva Saúde e com o apoio do Instituto Paulo
Kobayashi e que contou com vasta gastronomia, áreas de lazer, atrações artísticas,
musicais e culturais, concurso de beleza, bazar, atendimento médico e espaço
criança. O Agita Saúde contou com bastante comida deliciosa como yakisoba,
tempurá, gyoza, sushi, temaki, churrasco, pastel, sanduíche de pernil, sonho,
bolos, doces, tapioca, salgados, sorvete, bebidas e sucos, de dar água na boca.
No bazar, o Agita Saúde contou com roupas, panos de prato, artigos japoneses, artesanato,
flores, origami, kirigami, objetos e produtos de beleza. No Agita Saúde muitos
puderam ter atendimento médico e exames preventivos com o apoio de entidades
renomadas, sendo a medição de pressão arterial e glicemia e exames de prevenção
e profilaxia de saúde os principais serviços oferecidos. De atração artística,
o Agita Saúde contou com bandas musicais e dança folclórica, como o bon odori. No
espaço criança do Agita Saúde teve play ground, pula pula, jogo de argolas,
pescarias, tomba latas, canaletas e diversos brinquedos para animar a garotada.
No Agita Saúde ninguém ficou parado, todos foram estimulados a se exercitar um
pouco, a se alongar, a mexer o esqueleto, para ficar longe do sedentarismo. O
dia foi ótimo, não choveu nem fez frio, foi um dia bonito de sol e muito quente,
haja água para tudo isso. Além disso, o Agita Saúde contou com postos de
recolhimento de pilhas e baterias inutilizadas no espaço de preservação ambiental
e postos de troca de livros. O Agita Saúde acontece desde 2002 e tem como
parceiros o Rotary São Paulo Saúde, a Artplansa, a Alojasa, o Colégio Renovação,
o SP Turis e a Sub Prefeitura do Ipiranga. O Agita Saúde é mais um evento e
iniciativa que conta com o apoio de Victor Kobayashi, por meio do Instituto Paulo
Kobayashi, e visa melhorar a vida das pessoas que moram e vivem no Jardim da
Saúde, num evento com muito agito.
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