O Marco
Civil da Internet se trata de um documento inicial visando a regulação da
legislação sobre a internet no Brasil. Adquire importância uma vez que é a
primeira tentativa de regular e ordenar o acesso a internet no Brasil e
reconhece o poder da internet, que a cada dia se torna cada vez mais presente
em nosso dia-a-dia. O Marco Civil da Internet estabelece garantias
individuais no manuseio da internet, tais como os direitos a liberdade de expressão,
a comunicação, ao acesso a informação, ao lazer, ao sigilo, a privacidade, a
honra, a moral, a inclusão social, a inclusão digital, a iniciativa privada, a
atividade política e aos direitos humanos. O texto vê a internet como uma
ferramenta para reduzir as desigualdades sociais ao permitir a todos o acesso a
informação e a expressão de suas opiniões. A internet também é um suporte para
nos auxiliar nos negócios, na educação e até na atividade política. O texto
protege a honra e a moral daqueles que são vítimas de danos morais e calúnias
na rede ao permiti-las que entrem na justiça com um processo contra o infrator.
O texto garante o sigilo dos dados pessoais disponíveis nas prestadoras de
serviço da internet, exigindo pedido judicial para quebra-los. Além disso,
defende a privacidade dos usuários da internet, citando quais procedimentos
tomar em caso de sua violação e para onde recorrer. O Marco Civil da Internet,
no entanto, não é um documento completo, pois ele deixa em aberto para futuras
discussões questões como o comércio eletrônico e as mídias sociais, uma vez que
ainda não há consenso entre especialistas de Direito acerca disso, necessitando
de maior debate com a sociedade civil. O Marco Civil da Internet é um avanço na
legislação brasileira, pois com ele podemos saber o que é permitido fazer na
internet, como proceder no caso de sermos afetados na rede e termos os nossos
dados pessoais violados e usar da melhor maneira possível todas as ferramentas
disponibilizadas na internet, reconhecendo o poder que essa ferramenta tem em
nossos dias. Vale lembrar que a internet e as redes sociais serão dois
instrumentos fundamentais para as campanhas políticas no processo eleitoral que
se aproxima, sendo as suas respectivas compreensões de vital importância estratégica.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Opinião Política - Partido Verde: Um Partido a Frente de Seu Tempo
O
Partido Verde surgiu na década de 1980, seguindo tendências ambientalistas
vigentes na Europa. O partido tem como principal bandeira a defesa do meio
ambiente, sendo o primeiro partido político brasileiro a abordar a questão do
desenvolvimento sustentável no Brasil. Apesar de adotar políticas de
centro-esquerda, o partido diz que não está nem a direita nem a esquerda do
espectro político, mas a frente, numa posição que ultrapassa essa dicotomia.
O Partido
Verde geralmente defende propostas de certa forma polêmicas, ou a frente de seu
tempo, incomodando o público conservador. Defende o fechamento das usinas
nucleares e o fim do desenvolvimento da energia nuclear ao redor do mundo.
Defende a legalização da maconha. Foi um dos primeiros partidos políticos brasileiros
a ter uma seção LGBT e a apoiar o casamento gay. Prega a cultura de paz, uma
sociedade pacífica, sem violência e um
modo de vida sustentável e não predatório, condenando o consumismo, e tem como
princípio o respeito aos direitos humanos. E tem como bandeira a proteção aos
animais. O Partido Verde não possui grande força na
política brasileira. Durante muito tempo seu único representante era o deputado
federal Fernando Gabeira. O Partido Verde elegeu pela primeira vez um prefeito
de capital somente em 2008. Micarla de Souza foi eleita prefeita em
Natal, Rio Grande do Norte, no primeiro turno. No entanto, ao fim de seu
mandato, sua administração apresentava com um dos piores índices de rejeição da
história. Em 2010, o Partido Verde lançou a candidatura da ex-senadora
Marina Silva a presidência da República, obtendo quase 20% dos votos, ficando
em terceiro lugar e levando a eleição para o segundo turno, com mais de 19
milhões de votos válidos, no melhor momento político do partido desde a sua
fundação. Marina Silva e seu grupo político, entretanto, deixaram o partido em
2011. O Partido Verde, além de receber votos de eleitores que apoiam sua
bandeira, geralmente recebe votos de eleitores de última hora, daqueles que no
dia das eleições não sabem em quem votar, ou que votariam em branco ou nulo, ou
ainda daqueles que adotam o voto de protesto, e que um pouco antes de ir para
as urnas eletrônicas decidem votar em alguém para não perder voto. Decidem
votar no Partido Verde por identifica-lo como legítimo defensor do meio
ambiente e do desenvolvimento sustentável, devido ao seu histórico de defensor
dessa bandeira, um partido honesto e ético, representante de um jeito diferente
de fazer política e um partido de pequeno porte, que precisa de votos para
sobreviver. Enfim, o Partido Verde é identificado por defender o meio ambiente,
o desenvolvimento sustentável e um modo de vida saudável.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Opinião Política - Eis o Cazaquistão
Pouco se fala sobre o Cazaquistão,
por isso aproveito esse espaço para falar um pouco dele. O Cazaquistão, assim
como as demais ex-repúblicas soviéticas, é governado pelo autocrata Nursultan
Nazarbayev, conhecido por sua habilidade de conduzir um país que nunca havia
existido, há 22 anos no poder desde a independência do país e se tornando
presidente desde quando Ieltsen estava ascendendo na Rússia, por meio de mudanças
casuísticas nas regras eleitorais, perseguição aos opositores e ao bom
desempenho econômico. Vale lembrar que o Cazaquistão fazia parte da União
Soviética e se tornou independente em 1991. De lá para cá, o país teve que
preencher o vazio deixado pelo fim dos subsídios de Moscou para a indústria,
saúde e educação e pelo êxodo de centenas de milhares de russos, a elite
profissional; crias instituições de Estado e guardar a imensa fronteira e
reorganizar a vida diária, até então voltada para Moscou. O Cazaquistão é o.destaque positivo entre as ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, sendo o 13o
exportador mundial de petróleo e o maior e mais próspero país da região. A
demarcação das fronteiras parece terminada, e o dinheiro do petróleo tem
financiado a construção de infraestrutura e melhorado a rede de proteção
social. O percentual de pobres caiu de 46,7% para 6,5% em dez anos. O país tem
uma política externa com várias frentes: atraiu petroleiras ocidentais e
chinesas, aderiu a uma união aduaneira com Rússia e Belarus e se filiou a
Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. Além disso, contrata
construtoras da Turquia, com quem mantém laços culturais, já que o cazaque é
uma língua turca, e busca redes de transporte para diminuir a dependência da
Rússia na hora de exportar seu petróleo para a Europa, seu principal cliente.
Por outro lado, o Cazaquistão não consegue diversificar sua economia: 90% das
exportações são recursos naturais, dos quais 70%, petróleo e derivados. O país
está lutando contra a doença holandesa, quando a vantagem comparativa mina
outras atividades econômicas, principalmente a manufatura. Outro desafio é a
sucessão do onipresente Nursultan Nazarbayev. Sua idade avançada, 72 anos, tem
incentivado uma série de especulações sobre quem será o segundo presidente da
história cazaque e seu sucessor, dando continuidade ao seu objetivo de tornar o
país no principal entroncamento terrestre entre o Ocidente e o Oriente. Eis o
Cazaquistão.
domingo, 25 de agosto de 2013
Opinião Política - O Fantasma de Chávez
Na Venezuela, o fantasma de Hugo
Chávez ainda continua a assombrar a população, com a herança de crise econômica
e social deixada para seu sucessor Nicolás Maduro e a continuidade por parte
deste das políticas chavistas que levaram o país ao desastre. Durante seu
mandato, Chávez interviu nos países vizinhos ao ser caixa de campanha de todos
os candidatos presidenciais da América Latina: Cristina Kirchner na Argentina,
Evo Morales na Bolívia, Daniel Ortega na Nicarágua O dinheiro venezuelano chegou
a corresponder por 22% do PIB de Cuba. Chávez apoiou ditadores como Alexander
Lukashenko e Bashar al Assad e governos párias, manchando a sua imagem perante
o cenário internacional. No campo econômico, Chávez acabou com as já
incipientes indústria e agricultura venezuelanas. Além disso, Chávez, expropriou
empresas privadas e tomou 4 milhões de hectares de proprietários rurais. Chávez
confiscou conjuntos residenciais de bom padrão em Caracas e distribuiu as casas
para a nomenclatura chavista. Durante seu governo, a classe média encolheu de
30% para 20% da população, tratando-a como inimiga do regime A PDVSA tornou-se
um instrumento político do chavismo, cuja renda foi usada para distribuir
eletrodomésticos e alimentos em troca de voto e fornecer subsídios a população.
Ao promover essas políticas, Chávez deixou efeitos negativos para a população. A
taxa de inflação beirou os 29%, a maior taxa da América Latina. O
desabastecimento tomou lugar nos mercados do país. A dependência de alimentos
importados passou de 50% em 1998 para 70% em 2011. A falta de investimento fez
a exploração de petróleo cair. Mas o preço do produto disparou no mercado
internacional, garantindo ao governo sua fonte de recursos. A PDVSA usou esse
dinheiro para importar alimentos e distribuí-los a preços subsidiados a
população, mas nem essa medida se mostrou suficiente para controlar a inflação.
Os indicadores sociais e econômicos foram escondidas ou continham falsificações
grotescas. Ficou difícil saber a taxa de inflação ou de variação do PIB. Além
disso tudo, Chávez destruiu as instituições. Aprovou uma nova Constituição que
estendeu o seu mandato para seis anos e lhe permitiu governar por decreto. O
poder Judiciário foi tomado, com o esvaziamento de juízes independentes das principais
instâncias superiores. O fantasma de Chávez não afeta somente a Venezuela, mas
toda a América Latina, uma vez que esses países elegeram presidentes alinhados
com as políticas chavistas, e que agora se veem órfãos de seu maior líder e
desorientados quanto a seu futuro político. O que será de Morales, Correa e
Ortega, sem seu líder espiritual? Só Deus sabe!
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Opinião Política - Primavera Brasileira
Nestes dias, durante quase três meses
ininterruptos as ruas do Brasil inteiro se encheram de manifestações populares
jamais vistas desde a redemocratização, em um verdadeiro fato histórico, e que
fizeram com que muitos governos perdessem popularidade e temessem a reação da população.
Foi um movimento geral organizado pelas redes sociais, sem a participação de
partidos políticos, contra a classe política geral, com reinvindicações
diversas e que varreu o Brasil de norte a sul, tanto nas capitais quanto no
interior. Começaram protestando contra o aumento das tarifas de ônibus, depois
contra os custos elevados dos eventos esportivos em meio a pobreza da população,
coincidindo com a Copa das Confederações de futebol, a paixão dos brasileiros,
e por fim exigindo melhores serviços básicos das autoridades. Tais manifestações
fizeram a aprovação da presidente Dilma Rousseff despencar, afetaram os
governadores Geraldo Alckmin e Sérgio Cabral e os prefeitos Fernando Haddad e
Eduardo Paes, não diferenciou governo e oposição, afetaram os políticos
tradicionais, sem distinção de partido e turbinou a candidatura de Marina
Silva, vista como uma política diferenciada e nova. A reação das autoridades
foi imediata. A presidente Dilma Rousseff propôs uma Assembléia Constituinte e
depois um plebiscito sobre a reforma política e criou o programa Mais Médicos. Muitas
prefeituras cancelaram o aumento das tarifas de ônibus. Até as tarifas de
pedágio foram contempladas. Medidas foram anunciadas para diminuir a pressão
popular. A maior parte do movimento foi pacifico e foram poucos os casos de
vandalismo e violência, de grupos infiltrados que se aproveitaram da onda. Tais
protestos chegaram, inclusive a chamar a atenção da imprensa internacional, com
destaque no mundo todo. O povo brasileiro finalmente acordou e foi para as ruas
exigir mais cidadania, mais saúde, mais educação e outros serviços básicos,
enfim uma democracia representativa de verdade, com instituições que lhes
representem de fato. As autoridades que não abram o olho.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Acessibilidade - Home Office e a Pessoa Com Deficiência
Uma nova forma de trabalho vem surgindo no mercado de
trabalho com o avanço das novas tecnologias e que promete ajudar bastante a
vida da Pessoa Com Deficiência. Trata-se do Home Office, trabalho realizado em
casa, via internet. O Home Office é uma forma de trabalho que facilita muito a
vida das pessoas em comum e da Pessoa Com Deficiência, uma vez que não há a
necessidade de sair todos os dias de casa, não precisa de um acompanhante, não
tem as dificuldades de transporte, não há grandes necessidades de adaptação de
escritório, economiza dinheiro que seria usado no ônibus e no metrô, as
informações podem ser trocadas por e-mail, só precisa ir para a empresa poucas
vezes e não ficamos estressados por conta do trânsito e relacionamento no
trabalho. Aos poucos o sistema Home Office vem despertando o interesse das
empresas, pois com o sistema elas têm as seguintes vantagens: não precisam
pagar inúmeros benefícios ao trabalhador, reduzem possíveis gastos com a
adaptação dos escritórios, podem se adequar melhor a lei das cotas, economizam
com o pessoal que assessora a Pessoa Com Deficiência no escritório como
acompanhantes, terapeutas ocupacionais, ajudantes e cuidadores, ganham na
produtividade dos funcionários e enfim têm lucros maiores. Deve-se ter em mente
alguns cuidados, é claro. O sistema Home Office exige acesso a internet e
contas de e-mail, pois é tudo feito online. As vagas de Home Office exigem
maior qualificação profissional e ensino superior. Elas se limitam a áreas como
pesquisa, design, redação de textos, tradução de textos, jornalismo, blogs,
redes sociais, pessoa jurídica, comunicação, marketing, publicidade e call
center. No caso de call center entra em cena o teletrabalho, adaptações de
terapia ocupacional, projetos de áreas afins e desenvolvimento em novas
tecnologias, que no entanto, ainda dão seus primeiros passos. O sistema Home Office exige disciplina,
rotina, concentração, organização, segurança e sigilo, pois em casa podemos nos
distrair mais facilmente com problemas domésticos, a televisão e a falta de
horários, devemos ter compromisso com os prazos, não estamos no escritório,
onde sentimos um clima de rotinas administrativas e ambiente de trabalho e
vestimos uniforme, que nos incentivam mais para o serviço, e as informações
profissionais podem vazar ou ser invadidas por vírus e hackers. O sistema Home
Office se baseia na confiança e vigilância, pois as empresas não possuem
controle tão apurado sobre seus dados, como acontece no escritório. Enfim,
tomando-se todos os cuidados necessários e considerando que é passível de
problemas como qualquer tipo de serviço, o sistema Home Office representa o
futuro do mercado de trabalho, o avanço das novas tecnologias, mais economia e
produtividade para as empresas e a inclusão social da Pessoa Com Deficiência.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Opinião Política - Saudade da Dolce Vita
A Itália hoje vive uma crise política
e econômica que ameaça deixar o país sem governo, sem um líder capaz de
conduzir o seu destino e com saudade da dolce vita de tempos atrás. Vale
lembrar que de uma posição de dependência da agricultura, analfabetismo
disseminado e severo subdesenvolvimento, a Itália alcançou um dos mais altos
padrões de vida do mundo; as famílias italianas chegaram a estar, em média,
entre as mais ricas do mundo, protegidas pela solidariedade familiar e por uma
abrangente rede de segurança social que o americano comum invejaria. O modelo
italiano se baseava em uma formidável rede de pequenas empresas, entre as quais
21 mil chamadas multinacionais de bolso, que exportavamm para 150 países. A
economia italiana repousava em grande parte no prestígio da Marca Itália e da
dolce vita a ela associada, uma verdadeira história de sucesso e que hoje busca
resistir a invasão chinesa. No entanto, o modelo entrou em crise pelos
seguintes fatores: declínio histórico do modelo econômico, erros dos governos
dos últimos anos, erros do governo da Europa, a globalização, a explosão do
Made in China, que tornou infernal a vida das empresas italianas, ainda mais
que o país ficou atado ao euro, que impede desvalorizações. Assim, a Itália passou
a ocupar o 167o lugar em um hipotético torneio de crescimento entre
179 países, cresceu esquelético 0,2% na média do período compreendido entre os
anos de 2001 e 2010, a crise de 2008 em diante pegou o país no contrapé e em
2009 o tombo foi de 5,2%. No ano passado, com a entrada em vigor de um regime
de austeridade, como é de regra na Europa, a vida do italiano não foi nada
dolce, 2012 foi o pior ano do pós-guerra, o licenciamento de carros voltou ao
nível de 1979, em janeiro deste ano, a confiança do consumidor registrou o
nível mais baixo desde 1996. O ex-premier italiano Silvio Berlusconi, o homem
mais rico da Itália, envolvido em escândalos sexuais e investigado por crimes
que vão desde evasão fiscal a corrupção, em seu quarto mandato, levou a Itália,
a terceira economia da zona do euro, às portas do calote, os juros da dívida
italiana subiram de 0,45%, quando assumiu em 2008, para 5,19% em novembro de
2011, quando foi defenestrado por um golpe branco articulado pela União Européia,
dando lugar ao técnico Mario Monti, que não conseguiu debelar a crise. E nestas
eleições ainda não entrou em consenso sobre quem vai governar o país. A Itália
vive a nostalgia da dolce vita.
Assinar:
Postagens (Atom)


















.jpg)



.jpg)


.jpg)



.jpg)




.jpg)
.jpg)





.jpg)

