quarta-feira, 20 de abril de 2011

Acessibilidade - A Grande Contradição do Mercado de Trabalho para Pessoa com Deficiência

O mercado de trabalho para Pessoa com Deficiência vive sob uma grande contradição. Por um lado, ouve-se falar que a Lei de Cotas tem apertado o cerco sobre as empresas, fazendo com que estas busquem desesperadamente contratar e preencher todas as vagas destinadas para Pessoa com Deficiência, sob o risco de serem multadas. O que se vê, no entanto, é a contratação de apenas Pessoa com Deficiência leve, como pessoas sem dedo, que usam muleta, que tem pé torto, que não movimentam um membro, eliminando as chances de um cadeirante e de quem mais precisa. Por outro lado, ouve-se falar que no ramo não tem profissional qualificado e com capacitação, sobrando vagas por falta de profissionais qualificados no mercado, fazendo com que a própria empresa ofereça treinamento e financie cursos de qualificação profissional. O que se vê, porém, é a contratação de Pessoa com Deficiência com Ensino Médio e Fundamental, havendo a exclusão da Pessoa com Deficiência com Ensino Superior. Afirma-se que as empresas visam com isso pagar menos e economizar custos na contratação de Pessoa com Deficiência, uma vez que seriam obrigadas a pagar salários maiores para Pessoa com Deficiência com Ensino Superior e maior qualificação. Ou seja, se o currículo da Pessoa com Deficiência for ruim não contratam e se for ótimo também não contratam. Ouve-se falar que as empresas dão todo o apoio e suporte necessários durante o serviço para Pessoa com Deficiência. O que se vê, no entanto, por um lado é todo o salário da Pessoa com Deficiência sendo corroído para o gasto em transporte, não compensando em nada a vaga de emprego. Por outro lado, o que se vê são as empresas não oferecendo vagas no sistema Home Office (trabalho em casa via internet) nem sob a forma de Emprego Apoiado (treinamento com técnico e fornecimento de equipamento na casa da Pessoa com Deficiência), havendo um total desconhecimento das empresas acerca dos conceitos mencionados. Ora, se as empresas estão tão desesperadas em cumprir a Lei de Cotas, por que na hora H fazem uma burocracia para contratar? Por que não contratam mesmo que a vaga da Pessoa com Deficiência vire um cabide de emprego? Por que não oferecem transporte, seja por meio de veículo próprio da empresa ou por meio de um acordo? Eis a grande contradição do mercado de trabalho para Pessoa com Deficiência. Vai entender!!!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Opinião Política - Tiros de Realengo

No dia 7 de abril, um homem maluco entrou em uma escola no Rio de Janeiro, pegou uma arma de fogo, começou a atirar em todo mundo, matou 12 crianças e em seguida cometeu suicídio. Esse episódio comoveu o Brasil e o mundo inteiro, fazendo com que as autoridades decretassem luto oficial em memória as vítimas do massacre, levando o papa Bento XVI e o cantor Bono Vox a se solidarizarem com o Brasil e chegando a ser noticiado no mundo todo. Esse episódio vem gerando inúmeros debates e envolve muitas questões. O episódio nos faz ficar em alerta em relação ao bullying nas escolas que tem afetado muitos jovens considerados diferentes. A questão do desarmamento da população, da proibição da venda de armas de fogo para a população veio a tona. Muitos chegaram a dizer que o episódio seria parte do fenômeno de loucura e stress a que chegou a sociedade moderna do século XXI. O fato também chama a atenção para a questão da violência nas escolas e da falta de uma política eficaz de segurança puública. Muitos questionaram sobre qual ponto pode chegar a loucura de uma pessoa. Em depoimentos e cartas do autor do episódio, aparecem referências a um líder espiritual e ao Alcorão lembrando o terrorismo. Sem dúvida, tratou-se de uma tragédia jamais vivida pelo Brasil, mas que os Estados Unidos já vivenciaram. Vale lembrar do 11 de setembro e de episódios semelhantes de Columbine e outras universidades norte-americanas. Enfim, para o bem ou para o mal, o Brasil pela primeira vez sofre um problema que era privilégio negativo dos países de Primeiro Mundo.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Formação Política - Por que PSDB?

O PSDB é o único partido político cujas gestões mais se aproximaram da adoção do projeto proposto pelo Liberalismo, mesmo sendo um defensor da ideologia da Social Democracia. O governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso revolucionou o Brasil. Em seu governo o Plano Real deslanchou, alcançou-se a estabilidade monetária, ocorreram as privatizações, as agências reguladoras foram criadas, a democracia foi consolidada, a Lei de Responsabilidade Fiscal foi criada, a política externa se modernizou, novas tecnologias revolucionaram o agronegócio, criou-se os genéricos, foi feito o maior programa social do Brasil, inúmeras pessoas saíram da pobreza, a inflação teve fim, o Brasil ganhou crédito perante os organismos internacionais, a administração de todos os setores da sociedade melhorou signitivamente e foram criadas as bases que sustentaram todo o governo Lula. Se o governo Lula foi um sucesso, isso ocorreu porque o ex-presidente Lula manteve todas as políticas implementadas por Fernando Henrique Cardoso. De todos os partidos políticos brasileiros, o PSDB é o único partido que consegue chegar ao governo e adotar os programas defendidos pelo Liberalismo. Todos os governos do PSDB são conhecidos pela população pela sua qualidade e pela defesa da democracia. Assim, me considero uma pessoa identificada com a ideologia do DEM e com as gestões do PSDB.

Formação Política - Por que DEM?

O DEM hoje é o único partido político brasileiro comprometido ideologicamente com o Liberalismo. O DEM vê com apreensão a expansão do chavismo na América Latina, considera o Foro da São Paulo uma ameaça a democracia, defende abertamente a participação da iniciativa privada na administração de portos, aeroportos, transporte, energia, infra-estrutura e demais setores, apóia os empresários e empreendedores do Brasil, defende um alinhamento da política externa com os Estados Unidos, apóia a política externa Norte-Sul, combate veementemente o PT e o petismo e condena toda forma de ditadura. Tem como ícone o ex-senador Jorge Bornhausen e nasceu do rompimento com o grupo que dava sustentação ao regime militar, em defesa da democracia. Eu me identifico com a ideologia do DEM por ser um forte defensor do Liberalismo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Opinião Política - Ditadura e Terrorismo

Analisando as Relações Internacionais, afirmo neste blog que ditadura e terrorismo estão intimamente ligados. Essa ligação existe tanto nas ditaduras que claramente defendem o terrorismo e são Estados párias quanto naquelas que agradam aos Estados Unidos e o Ocidente. Tomemos como exemplo o Irã para ilustrar o primeiro caso. O Irã de Mahmoud Ahmajinejad é uma ditadura, é um Estado pária e apóia politicamente e financeiramente o Hamas e o Hesbolah, grupos terroristas que defendem o fim de Israel. A Síria é uma ditadura, é um Estado pária e apóia esses mesmos grupos terroristas. A Venezuela é uma ditadura, é um Estado pária e apóia as FARC. A Líbia de Muamar Kadafi ilustra o segundo caso, no qual a Líbia é uma ditadura, mas até antes da atual crise, cooperava com os Estados Unidos e o Ocidente na Guerra ao Terror. No início da crise, Muamar Kadafi acusou a Al Qaeda de promover protestos pedindo a sua renúncia. Uma vez, no entanto, que se viu acuado nesta crise, sem o apoio dos Estados Unidos e o Ocidente, e sob intervenção internacional, Muamar Kadafi ameaçou se aliar a Al Qaeda. O Iraque na época de Saddam Hussein recebeu apoio dos Estados Unidos e do Ocidente em sua guerra contra o Irã, mas diante da Guerra do Golfo e da Tempestade no Deserto cometeu terrorismo no Kuwait ao queimar poços de petróleo e contra Israel ao lançar mísseis contra o país. Na Segunda Guerra Mundial, no início os Estados Unidos e o Ocidente toleraram a Alemanha e Adolf Hitler, até que o quadro se alterou.Vale lembrar que foram os Estados Unidos que armaram e treinaram o Talibã, a Al Qaeda e Osama Bin Laden quando da invasão soviética do Afeganistão. O Paquistão vive uma situação embaraçosa uma vez que combate o terrorismo e ao mesmo tempo seu serviço de inteligência tem membros do Talibã infiltrados, havendo um jogo duplo. Assim, um regime sanguinário e brutal pode cooperar com os interesses dos países democráticos, mas quando se vêem acuados e sem o apoio delas, a primeira coisa que faz é se aliar ao terrorismo, vindo daí sua ligação. O mesmo vale para a Arábia Saudita, o Iêmen, o Bahrein, a Jordânia, o Marrocos, a Argélia, Omã e demais ditaduras clientes dos Estados Unidos.


quinta-feira, 24 de março de 2011

Opinião Política - Embaraço Líbio do Brasil

Diante da crise que se abateu na Líbia, finalmente a comunidade internacional, em especial a ONU e a Liga Árabe reagiram ao permitir o bombardeio por parte das Forças Armadas aliadas dos Estados Unidos, dos países europeus e da OTAN das tropas leais a Muamar Kadafi, que vem matando civis e opositores que pedem a sua saída do poder. Aproveito esse espaço para fazer umas constatações políticas do episódio para ilustrar alguns embaraços que ocorrem diante de cenários desse tipo nas Relações Internacionais, como as situações na Líbia, na Sérvia, na Bósnia e no Iraque durante a Guerra do Golfo. Regimes e líderes autoritários são capazes de tudo, inclusive de repressão, atos sanguinários e genocídios contra a própria população. Muitos regimes autoritários dizem combater o terrorismo, mas quando estão em desvantagem e perdem apoio internacional, a primeira coisa que fazem são atentados terroristas e alianças secretas com grupos terroristas, haja vista o fato de no início da crise Muamar Kadafi ter acusado a Al Qaeda de fomentar os protestos e logo quando as grandes potências decidiram reagir contra ele, mudou o discurso ameaçando se aliar a Al Qaeda. Diferentemente da postura de George W. Bush para com o Afeganistão e principalmente com o Iraque, em que o uso da força foi a primeira medida entre outras cogitadas para a região com os Estados Unidos a frente, Barack Obama defendeu o uso da força contra a Líbia como sendo a última alternativa de medida para adotar diante da crise, com o apoio da ONU e com a presença de tropas de outros países na coalizão, refletindo as diferenças existentes entre o Partido Republicano e o Partido Democrata nos Estados Unidos. As grandes potências ficaram em uma situação embaraçosa, uma vez que elas já apoiaram Muamar Kadafi quando este abandonou o terrorismo e agiu de acordo com os interesses do Ocidente, mesmo sendo um ditador sanguinário, abandonando-o nesta ocasião, como fez a Itália de Silvio Berlusconi ao servir de base para os aliados. Rússia e China como sempre não aprovaram a resolução por apoiarem os países párias e para se contrapor aos Estados Unidos. O Brasil se absteve de votar a resolução da ONU, uma vez que o Brasil tem laços comerciais e econômicos com a Líbia. A primeira reação do Brasil foi pedir um cessar-fogo por parte das grandes potências, permitindo assim que Muamar Kadafi atacasse civis, reflexo da miopia da política externa baseada na relação Sul-Sul. Postura essa que foi adotada por Rússia, China e alguns Estados párias como a Venezuela.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Opinião Política - Doutrina Obama: a Doutrina do Oba Oba

Analisando-se as políticas externas e as posturas internacionais adotadas pelos presidentes norte-americanos George W. Bush e Barack Obama, podemos constatar diferenças enormes. De um modo geral, percebe-se que George W. Bush seria o melhor presidente para os Estados Unidos, levando-se em conta que os Estados Unidos se denominam como os defensores da democracia, a polícia do mundo, o povo eleito para levar a democracia para estados autoritários e tendo em vista os interesses norte-americanos. Já Barack Obama seria o melhor presidente dos Estados Unidos para o mundo, haja vista seus discursos de conciliação para com os outros países feitos nas suas primeiras viagens internacionais, a tolerância para com os estados párias e uma distensão em diversas questões. Assim, defino duas doutrinas: a Doutrina Bush (que prevalece no Partido Republicano) e a Doutrina Obama (que prevalece no Partido Democrata). Segundo a Doutrina Bush, os Estados Unidos tem o dever de levar a democracia para o mundo, derrubando estados párias, autoritários e terroristas, onde seus interesses estiverem ameaçados, policiando o mundo e intervindo militarmente quando necessário. Já a Doutrina Obama prega apenas a defesa dos interesses dos Estados Unidos. Os dois governos no fundo são muito semelhantes, ressalvada a diferença em relação ao tempo que cada um leva para ameaçar um estado pária e a reação para com este. Assim, o governo Bush invadiu o Afeganistão e o Iraque, apoiou a tentativa de golpe de estado na Venezuela em 2002, iniciou as conversas para instalar escudos antimísseis na Europa, iniciou a Guerra ao Terror e acusou o Irã, o Iraque e a Coréia do Norte e outros países de fazerem parte do Eixo do Mal. Já Barack Obama não reagiu ou reagiu timidamente à crise de Honduras, não reagiu quando a Coréia do Norte atacou a Coréia do Sul, não reagiu diante da crise da Líbia, retirou tropas do Afeganistão e congelou a Guerra ao Terror. Do ponto de vista interno, no todo, os dois governos agem na mesma forma, levando políticas próprias até onde o sistema político norte-americano permite, haja vista a reforma do sistema de saúde que empacou e a continuidade da crise econômica. Assim, para aqueles que estão acostumados a ver Top Gun e filmes do gênero, o governo Bush e o Partido Republicano representam o verdadeiro espírito dos Estados Unidos, defensores da liberdade e da democracia; e o governo Obama e o Partido Democrata seriam um grande fiasco, um embromation, um belo discurso, uma verdadeira festa do oba oba para Kim Jong-il, Muamar Kadafi e Mahmoud Ahmajinejad.