Neste ano completou-se 10 anos do
governo do PT, com os mandatos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma
Rousseff. O governo do PT foi marcado pela política de inclusão social, em que
houve a redução da miséria, muita gente deixou de ser pobre, milhares saíram
das classes D e E e a ascenderam a classe C e foi posta em prática uma das
maiores políticas sociais e de combate a pobreza já visto, baseado na transferência
de renda, tendo o Bolsa-Família como carro-chefe. No governo do PT houve
programas que pretendiam garantir o acesso universal da população pobre ao
ensino superior, a luz e a moradia com os programas Universidade para Todos,
Luz para Todos e o Minha Casa, Minha Vida. O governo do PT, apesar de ser
esquerdista em toda a sua história, adotou uma política mais moderada e
responsável, impedindo que o Brasil seguisse os rumos da Venezuela de Chávez e da
Argentina do casal Kirchner, sob forte populismo. Assim, o governo do PT
manteve a estabilidade da economia e buscou combater a inflação, mantendo as mesmas
políticas do governo Fernando Henrique Cardoso, apesar de ter sido um forte
opositor ao Plano Real e suas políticas, o que permitiu a redução da pobreza e
o crescimento econômico. Apesar de não ser vigoroso como antes, no governo do
PT houve um crescimento econômico sustentável com estabilidade econômica e
redução da pobreza, graças a continuidade das conquistas do governo anterior. O
governo do PT mostrou que o desenvolvimento econômico pode caminhar junto com o
desenvolvimento social, mostrando que são faces de uma mesma moeda e gerando um
desenvolvimento sustentável. No governo do PT, a periferia passou a ser vista
com outro olhar, havendo uma certa inversão de prioridades e uma desconcentração
de renda da região Centro-Sul, sendo a região Nordeste e os estados de
Pernambuco e da Bahia os maiores beneficiados e permitindo seu desenvolvimento econômico,
reduzindo as desigualdades sociais internas. No governo do PT o consumo
estourou com o surgimento da nova classe média, a redução da pobreza, a redução
pontual de impostos incidentes sobre certos produtos e as políticas de crédito
que permitiu o parcelamento em inúmeras prestações das compras, o que permitiu
ao pobre ter seu primeiro carro, primeira casa, celular, viagem para o
exterior, apartamento, computador e eletrodoméstico, coisa impensável anos
atrás. O governo do PT mostrou que a integração latino-americana pode ser um
caminho para promover o desenvolvimento independente da região, tratando os
vizinhos como irmãos nos momentos bons e nos momentos difíceis, como durante os
episódios da nacionalização do gás boliviano, do protecionismo argentino, da
crise venezuelana e da redução da tarifa de energia cobrada do Paraguai, sem
deixar que interesses comerciais destruam esses laços naturais. O governo do PT
mostrou que o Brasil pode exercer papel de destaque e ser referência no plano
internacional. O governo do PT manteve e continuou as políticas exitosas do
governo anterior e aprofundou as políticas sociais, o que já lhe rendeu 10 anos
no poder.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
Opinião Política - Terrorismo do Século XXI na Argélia
Nestes dias, o mundo viu como o
terrorismo é cada vez mais internacional e sofisticado, formando uma rede
global envolvendo diversos países dos quatro cantos do planeta. O exército
argelino executou uma operação militar de resgate de centenas de pessoas
mantidas reféns em um campo de exploração de gás por um grupo extremista ligado
a Al Qaeda que exigia o fim da intervenção francesa no Mali que deixou 50
mortos e liberou 600 reféns. Tal episódio de terrorismo internacional nos
mostra como o terrorismo dos nossos dias é cada vez mais globalizado,
ultrapassando as fronteiras nacionais, formando uma rede global de operações e
se utilizando de ferramentas cada vez mais modernas desenvolvidas com o avanço
das novas tecnologias, relacionadas com a internet e sistemas de informação. O
episódio da Argélia nos remete aos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono
de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos comandados por Osama Bin Laden da
Al Qaeda que se encontrava escondido nas montanhas do Afeganistão sob proteção
do Taleban. Neste caso, um conflito regional que estava ocorrendo no Mali, país
localizado na África, envolveu outra nação, a Argélia, além do fato de envolver
cidadãos ocidentais que se encontravam no país. No Mali, militantes islâmicos
tomaram conta do norte do país e o dividiram em dois, e que pode virar um
santuário para extremistas. Isso levou a França a enviar tropas em sua antiga
colônia, com apoio da ONU e da comunidade internacional. Em represália, um
grupo extremista ligado a rede Al Qaeda sequestrou reféns ocidentais para
exigir o fim da intervenção francesa no Mali. A operação de resgate do exército
argelino foi considerada dramática pela comunidade internacional e recebeu críticas
por erros cometidos pelo exército argelino. Enfim, tal episódio ilustra como a
evolução das táticas empregadas pelo terrorismo foi rápida e como elas se
transformaram com o tempo, tornando suas ferramentas tão sofisticadas a ponto
de a partir de um computador ligado a internet em uma caverna em um lugar
distante e desabitado pode ser possível cometer o maior atentado terrorista em
plena metrópole e no coração financeiro da maior potência mundial e como um conflito
local em um dado país pode desembocar em um ataque realizado no território de
um outro país envolvendo pessoas de diferentes nacionalidades. Eis o terrorismo
do século XXI.
Opinião Política - Terror no Mali
Nestes dias, o mundo viu o lançamento
de mais uma operação militar com o envio de forças internacionais para o
continente africano, dessa vez para a República do Mali. A França aumentou a intervenção
militar francesa para reforçar as tropas francesas já presentes no Mali e
contou com o apoio da ONU. A missão teve como objetivo impedir que os rebeldes
tomassem a capital Bamako e conter seu avanço para o sul do país. O Conselho de
Segurança da ONU aprovou o envio de uma força internacional liderada por países
africanos para recuperar o território e estabilizar a região. Além da França, o
Reino Unido, o Canadá e os Estados Unidos se envolveram na operação. Houve
fortes bombardeios na região desértica ocupada pelos militantes islâmicos. O
Mali vive uma crise interna desde março de 2012, quando militantes islâmicos
declararam a independência unilateral do norte do Mali, dividindo o país em
dois. O grupo rebelde tuaregue Movimento Nacional para a Libertação de Azawad
luta pela independência da região de Azawad. Os grupos radicais islâmicos
ligados a rede terrorista Al Qaeda, que se juntaram ao movimento tuaregue, têm
como objetivo introduzir a sharia em todo o país. Tal ofensiva 22 de março desencadeou
um golpe militar que derrubou o presidente Amado Toumani Touré liderado pelo
capitão Amadou Haya Sanogo, o que precipitou a queda do norte do país nas mãos
dos grupos islâmicos. Os militares contestavam as ações do governo para
reprimir os radicais islâmicos, consideradas brandas. O capitão se retirou do
poder, assumindo interinamente Moussa Traore, até hoje no poder, e que pediu
ajuda a França, sua antiga metrópole. Vale lembrar que o Mali era uma colônia
francesa e se tornou independente da França em 1960. O Mali é um dos países
mais pobres do mundo. O Ocidente teme que a área se torne um santuário para
extremistas e uma base para lançamentos de ataques, em coordenação com
ramificações da Al Qaeda situadas no norte da África. Os países africanos temem
que o conflito provoque uma violenta reação dos islamistas e um desastre
humanitário, com a crise dos refugiados. Desde o início do conflito, cerca de
150 mil refugiados migraram para os países vizinhos. Teme-se que a intervenção
militar francesa no conflito do Mali possa despertar nas potências ocidentais
tentações coloniais. O mundo assiste a mais uma intervenção ocidental na África,
relembrando a expansão colonial imperialista e vê como o terrorismo
internacional é cada vez mais global, abarcando os quatro cantos do mundo e
envolvendo países inteiros.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Opinião Política - Equador Quer a Revolução
Nestes dias, o Equador reelegeu o
presidente esquerdista Rafael Correa, em mais uma vitória do chavismo na América
Latina, assumindo seu terceiro mandato consecutivo, podendo completar uma
década no poder. Sua vitória se deu por meio dos programas sociais financiados
pelo bom desempenho da economia, que cresceu 5,4% no ano passado, permitindo ao
governo aumentar os investimentos em educação e saúde, responsáveis por fazer com
que 1 milhão de equatorianos passassem à classe média. No entanto, tal
crescimento econômico se deu em bases não muito sólidas, tendo a dependência
excessiva do petróleo como principal fator. Rafael Correa teve o êxito em não
ter até aqui acirrado a polarização do país para manter-se no governo, diferentemente
de Hugo Chávez na Venezuela, e garantindo a estabilidade política do país. Vale
lembrar que entre 1996 e 2006, o Equador teve 15 presidentes, sendo que três
presidentes eleitos anteriormente não terminaram o mandato, tal a crise
política e institucional vivida pelo Equador. Por outro lado, o governo de
Rafael Correa foi marcado pela truculência com as multinacionais, como as
brasileiras Odebrecht e Petrobras, e pelo calote da dívida externa, em 2008, que
afugentaram os investidores externos, mas que foi compensada por acordos de
financiamento com a China, somando US$ 7,3 bilhões. Rafael Correa é acusado de ser centralizador,
não aceitar críticas e ser um líder populista, que lhe renderam o título de caudilho.
Rafael Correa aprovou uma nova Constituição que ampliou seus poderes e lhe deu
direito á reeleição. Além disso, perseguiu críticos na imprensa, usou verba
oficial para bancar jornais alinhados e condenou jornalistas. Em seu governo,
houve ainda o exílio de quatro jornalistas ameaçados e o fechamento de ao menos
onze meios de comunicação. E agora, Rafael Correa promete radicalizar ainda
mais a revolução. Rafael Correa foi reeleito mesmo sendo uma ameaça a democracia
já frágil do Equador por seu estilo autoritário e prometendo aprofundar ainda
mais a revolução bolivariana, expandindo o chavismo na região, gerando rumores
de um futuro incerto e sombrio para o país e a América Latina, já saturada com
Hugo Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia e Cristina Kirchner na
Argentina.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Opinião Política - O Faraó do Islã
O Egito foi tomado nesses dias por
novos e intensos protestos nas ruas, no momento em que se completam dois anos
da queda do ditador Hosni Mubarak, lembrando cenas da chamada Primavera Árabe. Os
protestos se espalharam por várias partes do país e a praça Tahir, no centro de
Cairo, foi novamente ocupada por uma imensa multidão, fazendo com que as
autoridades decretassem estado de emergência e anunciassem que tal crise
política pode levar ao colapso do Estado, havendo a perda de confiança nas
instituições e a sensação de ausência de lei e ordem. Dessa vez, os protestos
se voltam contra o presidente Mohammed Mursi da Irmandade Muçulmana, eleito
democraticamente, nas primeiras eleições livres do país e que elegeu um civil.
Os protestos são contra a ampliação dos poderes de Mohammed Mursi e a aprovação
da nova Constituição, que muitos dizem favorecer a parcela islâmica da
população. Acusam o presidente Mohammed Mursi de trair os ideais da revolução e
de tentar impor uma ditadura islâmica, nos moldes do Irã, no país. Vale lembrar
que a Irmandade Muçulmana, hoje no poder, é a maior e mais antiga organização
islâmica do Egito. Fundada em 1928, com o objetivo de espalhar os preceitos do
Islã, o movimento teve seus ideais disseminados rapidamente e, no fim da década
de 1940, estimava-se que possuísse 2 milhões de seguidores no Egito. Logo o
movimento ganhou ramificações em outras nações árabes, como a Síria e o Iraque.
Em meados da década de 1950, a ascensão do teólogo Sayyid Qtub como liderança
pôs a Irmandade Muçulmana no caminho do radicalismo. Qutb foi e continua sendo
inspiração para grupos como o Hamas, o Hesbolah e até mesmo a Al Qaeda,
prestando ajuda em dinheiro. Apesar de afirmar ter adotado o caminho da
moderação e da renúncia a violência, o movimento desperta temor e desconfiança
no Egito e no Ocidente, pois um de seus objetivos é criar gradualmente um
Estado regido pela lei islâmica, a sharia. Além disso, o Egito viveu 30 anos
sob a ditadura de Hosni Mubarak que obteve algum crescimento econômico, controlou
a população com mãos de ferro e contou com o apoio dos Estados Unidos, de Israel
e do Ocidente. No entanto, tal crescimento econômico não melhorou a vida da
população egípcia, que conviveu anos com a corrupção de Hosni Mubarak e a
pobreza. O Egito viveu 30 anos sob a ditadura de Hosni Mubarak e agora caminha
para a ditadura do Islã.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Opinião Política - Venezuela Sem Chávez
A Venezuela
viveu recentemente uma crise política e institucional decorrente da doença do
presidente Hugo Chávez. Reeleito em outubro, Hugo Chávez deveria tomar posse
para seu terceiro mandato consecutivo no dia 10 de janeiro. No entanto, Hugo
Chávez se encontrava em Cuba desde o dia 8 de dezembro para fazer o tratamento
contra um câncer na região pélvica, deixando em seu lugar seu vice Nicolás
Maduro e gerando dúvidas sobre o procedimento a ser seguido devido a ausência
do líder em sua própria posse. A Constituição venezuelana estabelecia que o
juramento do presidente eleito ocorra sempre no dia 10 de janeiro, diante da
Assembleia Nacional. Para o governo a posse era apenas uma mera formalidade
desnecessária, uma vez que haveria a continuidade do governo pelo fato de o
presidente ser o mesmo, propondo o adiamento da posse de Chávez. Esse adiamento
visava impedir o acirramento da disputa interna entre as duas maiores facções
do chavismo, a de Nicolás Maduro, vice-presidente, e a de Diosdado Cabello,
presidente da Assembleia Nacional. Para a oposição, os chavistas tentavam dar
um golpe e estender o mandato de Hugo Chávez. No fim, a Justiça, composta por
chavistas, deu ganho de causa ao governo, considerando constitucional o
adiamento por tempo indeterminado porque não haveria a interrupção do mandato.
A adaptação da Constituição aos interesses chavistas contou com o apoio dos
governos esquerdistas de Argentina, Equador, Peru, Uruguai, Bolívia e
Nicarágua. Hugo Chávez já está no poder da Venezuela desde 1999 e se encaminha
para seu terceiro mandato consecutivo sob a nova Constituição bolivariana. Em
todo seu governo Hugo Chávez centralizou o poder na Venezuela em sua figura, a
ponto de sua ausência criar um vácuo no poder e provocar uma crise política.
Não se sabe quem teria força política suficiente para substituí-lo. Tudo indica
que Nicolás Maduro é o favorito entre os chavistas para uma futura sucessão de
Hugo Chávez, mas sem o brilho do líder bolivariano.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Opinião Política - Israel na Direita
Nestes dias foram realizadas eleições
parlamentares em Israel que deram uma vitória apertada ao primeiro-ministro de
direita Benjamin Netanyahu do Likud, há sete anos no cargo (podendo superar Ben
Gurion, um dos fundadores de Israel e seu primeiro governante), que vai ser
obrigado a se aliar a outros partidos para formar um governo. Em seu governo,
Benjamin Netanyahu buscou impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares,
inclusive já anunciou o ataque israelense a usinas nucleares iranianas caso o
Irã esteja próximo do grau de enriquecimento de urânio necessário para
desenvolver a bomba atômica, que prometeu revidar e declarar guerra, fato já
discutido com os Estados Unidos, seu maior aliado, de Barack Obama, o que pode
desencadear uma crise regional de enormes proporções. Além disso, Benjamin
Netanyahu não tem a intenção de celebrar o processo de paz com os palestinos,
nem desocupar e abandonar a Margem Ocidental do território da Palestina, onde
tem interesses estratégicos e históricos. Benjamin Netanyahu prossegue
construindo e expandindo os assentamentos judaicos no West Bank, localizado nos
territórios palestinos, o que vem impedindo qualquer negociação sobre o
processo de paz entre Israel e Palestina, em conflito histórico, ao longo
desses anos todos, e provocando declarações e críticas contra o país, inclusive
com ameaças de imposição de sanções contra o país, por parte da comunidade
internacional e até dos Estados Unidos, seu principal aliado. Vale lembrar que
o Estado de Israel foi criado em 1948 no contexto de grande comoção
internacional provocada pela descoberta dos horrores cometidos contra os judeus
por Adolf Hitler com o Holocausto. O Estado de Israel foi criado no território
da Palestina, por meio de sua divisão em dois Estados: um judeu e um árabe. Os
árabes não ficaram satisfeitos e seus vizinhos atacaram seu território em
várias ocasiões, em diversas guerras como a Guerra dos Seis Dias e a Guerra do
Yom Kippur. Em todas elas os árabes foram derrotados por Israel, que expandiu
seu território e expulsou milhares de palestinos. Em todos esses anos houve
ataques palestinos como a Intifada e atentados terroristas por grupos radicais
como o Hamas e o Hesbolah, ambos apoiados pelo Irã, que prega o fim do Estado
de Israel, contra seu território. Em meio aos constantes ataques, Israel teve
de desenvolver sua inteligência a ponto de seus serviços secretos, como o
Mossad, serem os mais sofisticados
do mundo e de possuir um setor de tecnologia bem desenvolvido. Israel, apesar dos conflitos, é um país
desenvolvido e é a maior potência do Oriente Médio, em meio aos seus vizinhos
pobres. Além disso, Israel é a única democracia da região, repleta de regimes
autoritários. Os Estados Unidos são seu principal aliado, e essa aliança
permitiu que Israel tivesse acesso a armas nucleares, inexistente nos demais
países da região. A vitória de Benjamin Netanyahu do direitista Likud
representa a continuidade do impasse histórico e que já dura mais de 60 anos
entre Israel e Palestina e o risco de um conflito regional de grandes
proporções com o Irã.
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