quinta-feira, 9 de junho de 2011

Opinião Política - Lulanês: um Novo Idioma



O Ministério da Educação gerou forte polêmica ao enviar as escolas material didático contendo erros de português, erros de matemática, valorização do governo Lula nos livros de história e novos conceitos pedagógicos, tais como aquele que diz que não tem problema em falar e escrever ‘’Nóis vai pescar os peixe no rio’’, aquele que diz que basta se entender o conteúdo da frase sem se importar com a concordância verbal e a forma de escrever e aquele que diz que recriminar isso tudo seria preconceito. Com essa atitude, o governo admite e aceita formalmente o analfabetismo e a ignorância, faz com que o Brasil fique na retaguarda da globalização e da era do conhecimento e implanta um novo idioma no país: o lulanês. Como se sabe, o ex-presidente Lula não teve formação superior, nunca prezou pela educação, sempre cometeu erros de português em seus discursos, sempre buscou reescrever a história, sempre buscou se comparar ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, herdou e colheu os frutos das políticas deste, sempre buscou tirar a importância da educação e sempre se esbanjou disso tudo. Aceitar ‘’Nóis foi ao cinemas ontem’’, 2+2=7, que o governo de Fernando Henrique Cardoso só teve problemas e o de Lula só teve coisas boas sem nenhum escândalo de corrupção e a concessão do título de doutor causa honoris ao ex-presidente Lula pela Universidade de Coimbra seria como inventar um novo idioma: o lulanês. Dizer que recriminar tudo isso é puro preconceito, ou seja recriminar o erro é preconceito, seria admitir a preguiça, admitir o jeito Lula de ser e seria como inventar um novo idioma: o lulanês. Absurdo pensar que o ministro Fernando Haddad tenha permitido isso, absurdo maior que as falhas do ENEM, que as discussões sobre cotas raciais e a progressão continuada. Lula e o PT buscam se vangloriar do crescimento econômico, da distribuição de renda, da redução da pobreza e do maior destaque do Brasil no cenário internacional, quando na verdade tudo isso foi conquistado graças às políticas implementadas por Fernando Henrique Cardoso e porque Lula e o PT decidiram mantê-las. Ora, como poderíamos alcançar tudo isso, com um governo que fala o lulanês? Como poderemos avançar na globalização e na era do conhecimento e alcançarmos os crescimentos chinês e indiano com um governo que fala o lulanês?

domingo, 5 de junho de 2011

Opinião Política - O Palocci da Corte



O governo Dilma Rousseff se deparou nesses dias com sua primeira crise política: o enriquecimento de patrimônio em vinte vezes do ministro-chefe da Casa Civil Antônio Palocci durante seu mandato de deputado federal. Em 2006, no governo Lula, o então poderoso ministro da Fazenda Antônio Palocci caiu logo após a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que havia afirmado que Antônio Palocci freqüentava uma mansão onde se fazia negócios escusos relacionados a Ribeirão Preto, onde Antônio Palocci fora prefeito. A crise de Antônio Palocci deu um pouco de fôlego a combalida Oposição, fez com que o PMDB obtivesse maior poder de barganha sobre o governo, fez com que o governo perdesse na votação do Código Florestal, fez com que o governo voltasse atrás com o kit anti-homofobia, gerou atritos na base aliada e no PT, fez com que Lula ressurgisse das cinzas revelando a debilidade da presidenta Dilma Roussef e acabou com a lua-de-mel que viveu até agora o governo Dilma Roussef. Antônio Palocci tentou de tudo para abafar o caso. Antônio Palocci adotou o silêncio, afirmou que enriqueceu por apenas prestar serviços de consultoria, afirmou que salário de ex-ministro é exorbitante, trouxe Lula de volta para a Política, ameaçou a Oposição, usou a tropa de choque do governo, tentou evitar CPIs e por fim deu uma entrevista exclusiva ao Jornal Nacional para explicar o episódio. José Dirceu, Dilma Rousseff, Erenice Guerra e Antônio Palocci, quem será o próximo da Casa Civil?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Opinião Política - O Poderoso Chefão



O mundo ficou surpreso com a prisão de Dominique Strauss-Khan sob a acusação de estupro de uma camareira em Nova York. A população francesa ficou estarrecida com o episódio, chegando a desconfiar de uma suposta armação política. O poderoso Dominique Strauss-Khan era o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, o FMI, era o preferido pelas pesquisas de opinião para ser o presidente da França e vinha conduzindo a negociação de acordos das dívidas de Grécia, Irlanda e Portugal. Essa prisão, no entanto, apesar de envolver uma autoridade e uma organização internacional respeitada, possui apenas um caráter simbólico, mas que suscita discussões. Como se sabe, o FMI foi criado em 1944, logo após a Segunda Guerra Mundial, a partir dos acordos de Bretton Woods, tinha como finalidade manter o funcionamento do sistema financeiro mundial e entre suas regras havia a exigência de seu diretor-gerente ser um cidadão europeu. Hoje, muita coisa mudou, o mundo se globalizou, o surgimento de novos meios de comunicação permitiu aumentar o comércio e os investimentos entre as nações, a visão dos países sobre o FMI mudou e os países emergentes passaram a ter importância cada vez maior no cenário internacional e nas discussões internacionais, não refletindo mais o cenário do pós Segunda Guerra Mundial, surgindo inúmeras discussões. Discute-se atualmente sobre a origem de seu diretor-gerente, havendo a proposta de mudar essa regra, estabelecendo o mérito como fator de escolha. Exige-se hoje maior espaço nas tomadas de decisões do FMI para os países emergentes. E por fim o mundo torce para que o cargo de diretor-gerente do FMI seja ocupado por uma pessoa nascida em um país emergente ou de um continente diferente da América do Norte e Europa. Talvez alguém do Brasil, da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul, os BRICS. Enfim, o mundo pede mudanças no FMI e o FMI busca mudar a sua imagem manchada e marcada por críticas de alguns países, em especial dos subdesenvolvidos, de que o FMI seria um instrumento do imperialismo dos Estados Unidos, de que o FMI não reflete os dias atuais e de que o FMI impõe medidas duras e rígidas demais aos países em crise, países subdesenvolvidos durante anos e agora países desenvolvidos, e que a prisão de Dominique Strauss-Khan ajuda a reforçar.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Futebol e Relações Internacionais - Futebol da Paz

O futebol tem sido também nas Relações Internacionais um instrumento para unir povos. A globalização tem permitido a realização de torneios multinacionais continentais entre times de diferentes países, formando uma espécie de confederação. Assim, no campeonato europeu vemos partidas entre o Manchester United da Inglaterra e o Milan da Itália, o Bayern de Munique da Alemanha e o Porto de Portugal e o Real Madrid da Espanha e o Lyon da França. A troca entre jogadores de diferentes nacionalidades em diferentes países fez nascer um verdadeiro mercado internacional, uma Torre de Babel, não havendo mais grandes diferenciações e choques culturais entre as nações. A Copa do Mundo se tornou um grande evento de confraternização entre os povos do mundo, juntando em um mesmo campeonato delegações de diferentes países. Confraternização essa que tem permitido a união de povos inimigos, como ficou evidente quando as seleções de Estados Unidos e Irã tiraram foto juntos e nos diferentes encontro nos Jogos Olímpicos entre as delegações da Coréia do Norte e da Coréia do Sul. Em todos os cantos do mundo o termo Ronaldo é usado para o reconhecimento do Brasil e dos brasileiros e também para a pacificação de conflitos entre os povos e para a promoção de desenvolvimento de países destruídos pela guerra. Vale lembrar a partida de futebol promovida pela Organização das Nações Unidas para a reconstrução do Haiti e que contou com a presença de Ronaldo e dos jogadores da seleção brasileira. Isso tudo sem contar com a inclusão social e o desenvolvimento de pessoas carentes que o futebol promove nos quatro cantos do mundo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Futebol e Relações Internacionais - Tirania no Futebol

O futebol é uma das áreas em que um regime opressor mais revela o seu caráter autoritário. Não só no futebol, mas no esporte como um todo. É comum haver forte cobrança dos atletas para que obtenham vitórias no esporte por parte do regime político como forma de exaltar as glórias nacionais. A cobrança é enorme, podendo haver castigos, punições e até fuzilamento de atletas em caso de derrota. Assim, o Iraque sob o regime de Saddam Hussein exigia vitórias de seus atletas e punia-os severamente em caso de perda e de humilhações. Em alguns países o futebol e o esporte sofrem censuras constantes do governo, que busca exibir as vitórias dos atletas e esconder as derrotas. Fato exemplar consistiu na tentativa frustrada de o governo da Coréia do Norte, durante a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, de permitir a exibição em cadeia nacional de uma partida do campeonato, achando que seria uma partida normal, mas que acabou na goleada da seleção norte-coreano de futebol por 7 a 0. Esse rigor todo se estende ao treinamento dos atletas e a forte disciplina envolvida. O mundo todo conhece muito bem o desempenho durante os Jogos Olímpicos das delegações de atletas dos países socialistas e seus herdeiros como Cuba, Iugoslávia, Polônia, Alemanha Oriental, Vietnã, Coréia do Norte, China e Rússia. Rigor e falta de liberdade que o mundo todo viu durante os Jogos Pan Americanos de 2007 no Rio de Janeiro, quando da fuga de atletas cubanos. O futebol e o esporte também servem como instrumentos políticos. Muitos regimes se utilizam do futebol e do esporte como meios de controlar as massas e a população, fazendo com que elas esqueçam os seus problemas, como ficou evidente no Brasil durante o governo Médici e a conquista do tricampeonato da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970 no México. Gesto político ficou explícito no seqüestro de atletas israelenses pelo grupo terrorista palestino Setembro Negro durante os Jogos Olímpicos de 1972 de Munique. Além disso tudo, o futebol e o esporte são influenciados pelas Relações Internacionais, uma vez que em certas ocasiões houve a recusa de algumas delegações de alguns países em participar de alguns torneios realizados em países tidos como inimigos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Opinião Política Especial - Obama Matou Osama



Na madrugada do dia 2 de maio fomos surpreendidos pelo pronunciamento na televisão no qual o presidente americano Barack Obama anunciava a morte do terrorista mais procurado do mundo Osama Bin Laden, tratava-se de uma data histórica e simbólica. Osama Bin Laden foi morto pelos soldados americanos em uma casa confortável na qual viveu por 6 anos, na cidade de Abbottabad no Paquistão, perto de um posto do exército paquistanês, ao contrário do que diziam estar escondido em um buraco nas montanhas do Afeganistão, gerando desconfianças de apoio do Paquistão. Foram dez anos de procura do maior terrorista do mundo desde os atentados as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York, o coração financeiro dos Estados Unidos, e que provocou as guerras no Afeganistão e Iraque. Em nome da Guerra ao Terror os Estados Unidos derrubaram os regimes do Talebã no Afeganistão e de Saddam Hussein no Iraque, cometeram abuso e tortura nas prisões de Guantánamo e Abu Ghraib, montaram prisões secretas e prenderam suspeitos de praticarem terrorismo de forma arbitrária em vários países em especial da Europa, endureceram drasticamente a sua política de segurança interna muitas vezes ferindo as liberdades individuais, se isolaram do planeta e algumas vezes violaram as leis do Direito Internacional e tentaram reafirmar sua hegemonia global. Isso tudo não evitou que a Al Qaeda cometesse o atentado de Bali na Indonésia em 2002, o atentado de 11 de março em Madri na Espanha, o atentado de Londres que entre suas conseqüências provocou a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, e os atentados no Marrocos e em outros países africanos contra alvos ocidentais. A essa lista somam-se o ataque as embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, o ataque com gás ao World Trade Center e o ataque ao porta-aviões norte-americano USS COLE no Iêmen, que aconteceram antes de 11 de setembro de 2001. Como se sabe, quando da invasão da União Soviética no Afeganistão, os Estados Unidos treinaram Osama Bin Laden e seus seguidores contra as



tropas soviéticas, e eram aliados, havendo o rompimento dessa aliança e a conseqüente escolha pelo caminho do terrorismo por parte de Osama Bin Laden após o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Golfo e a presença de tropas norte-americanas na Arábia Saudita durante o conflito, gesto considerado uma traição por parte de Osama Bin Laden. A morte de Osama Bin Laden não representa o fim do terrorismo, mas, junto com a revolta nos países árabes, serve como símbolo para o fim de um período da história dos Estados Unidos que começou por volta dos anos 80 e que durou até nossos dias. Período que tem como pano de fundo o Mundo Árabe e uma política conflituosa por parte dos Estados Unidos para com essa região, e é marcado pela Revolução Iraniana, Guerra Irã Iraque, Guerra do Líbano, Intifada Palestina, Guerra do Golfo, Guerra do Afeganistão, Guerra no Iraque e conflito na Líbia e que tem um ponto final na Primavera Árabe e na morte de Osama Bin Laden. Um período marcada pelo surgimento do fundamentalismo islâmico, que a Primavera Árabe demonstrou que os países árabes não concordavam com essa ideologia e que tinha como um dos seus símbolos a figura de Osama Bin Laden. Fica uma dúvida no ar: qual será o futuro do mundo a partir de agora? Como se sabe ao longo da História, os Estados Unidos precisam e sempre precisaram de um inimigo comum, ou seja, são movidos por um inimigo comum. Antes eram os povos indígenas do Oeste, logo foi a Alemanha e o nazismo, depois foi a União Soviética e o socialismo, em seguida Osama Bin Laden e o fundamentalismo islâmico, e agora? Talvez agora seja a vez da China e de seu capitalismo de Estado, uma vez que Estados Unidos e China adotam modelos políticos e econômicos diferentes e rivais. Os Estados Unidos defendem a Democracia, o Mercado e o Liberalismo e a China defende o Totalitarismo, o Estado e o Socialismo. Osama já era. E agora José?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Futebol e Relações Internacionais - Globalização no Futebol

O fenômeno da globalização está cada vez mais presente em nosso dia-a-dia em todo o mundo, porém, é mais visível no futebol. Ao vermos pela televisão o futebol europeu, vemos muitos jogadores brasileiros e estrangeiros jogando nos times europeus. Vemos Kaká, Lúcio, Juan e demais brasileiros brilhando nos jogos dos campeonatos europeus. Percebemos que os times do Real Madrid, Barcelona, Manchester United, Chelsea, Inter de Milão, Milan, Lyon e outros são formados por técnicos e jogadores de todas as nacionalidades do mundo (brasileiros, argentinos, uruguaios, coreanos, japoneses, senegaleses, quenianos, egípcios, turcos, africanos, árabes). Vemos também a realização de um campeonato transnacional, o campeonato europeu, com a participação de times da Inglaterra, França, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Holanda, Sérvia, Rússia, Ucrânia, Polônia, Finlândia. Notamos também as marcas presentes nas camisas dos jogadores e as empresas que os patrocinam e vemos que são empresas transnacionais presentes no mundo todo como Adidas, Nike, Motorola, McDonalds, Coca-Cola, Heinekken, Apple, Microsoft, Fiat, Volkswagen, HSBC e outras tantas. Na contratação de jogadores vemos um verdadeiro mercado internacional e vemos o fornecimento de jogadores dos países emergentes e menos desenvolvidos para os países europeus. Vemos inúmeros jogadores em processo de adaptação no exterior que se enrolam na comunicação em diferentes e inúmeros idiomas. Durante a realização da Copa do Mundo, vemos turistas do mundo todo indo para os países sede do torneio, num verdadeiro caldeirão de Globalização.