terça-feira, 16 de agosto de 2011
Opinião Política - Fisiologismo: um Bicho de Sete Cabeças
Opinião Política - A Primavera Inglesa
Opinião Política - A Bolsa Estourou
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Opinião Política - Terrorismo Europeu
No dia 22 de julho de 2011, a pacífica, tranqüila, democrática e desenvolvida Noruega foi surpreendida por um duplo atentado terrorista cometido por Anders Behring Breivik que explodiu um carro-bomba no centro de Oslo, matando oito pessoas, e saiu atirando por todos os lados na Ilha de Utoya, onde acontecia um encontro político do Partido Trabalhista do primeiro-ministro norueguês Jens Stolenberg, matando 69 pessoas, e que pretendia explodir a sede do Partido Trabalhista, no que foi considerado o maior massacre da história da Noruega depois da Segunda Guerra Mundial. Dessa vez não se tratava do terrorismo islâmico, mas sim do terrorismo de Extrema Direita. Em seus textos e manifestos, encontrados pela polícia, Anders Behring Breivik não defendia a jihad islâmica, mas sim a preservação da pureza européia branca frente a crescente presença de imigrantes e muçulmanos na Europa e a tendência de formação de uma sociedade multicultural. Essa ideologia de Extrema Direita nasceu com o nazismo da Alemanha de Adolf Hitler, que pregava a superioridade da raça ariana, e o fascismo da Itália de Benito Mussolini e que apesar de derrotada após a Segunda Guerra Mundial, permaneceu minoritária na Europa e que de vez em quando ganha força na política dos países europeus. Podemos observar esse fortalecimento na França com a candidatura de Marine Le Pen da Frente Nacional Francesa a presidência da República, na Dinamarca onde o Partido Popular tem 25 das 179 cadeiras do Parlamento, na Finlândia onde o partido político Finlandeses Verdadeiros é o terceiro maior no Parlamento, na Suécia que abriga desde neonazistas até skinheads anti-imigrantes, no Leste Europeu onde encontra terreno fértil, na Holanda onde atua o Partido pela Liberdade de Geert Wilders, na Itália onde atuam os neofascistas e na Alemanha, Inglaterra, Espanha, Áustria, Bélgica e demais países onde existem partidos políticos populistas de Direita. Nos Estados Unidos existem grupos que perseguem negros e imigrantes latino-americanos. A Europa já faz algum tempo vinha presenciando na sociedade o surgimento de um grupo xenófobo, que defende a proibição da entrada de imigrantes no continente europeu, acusando os imigrantes de retirarem os seus empregos e associando-os a criminalidade, chegando até a usar a violência contra eles. Assim, não devemos acreditar que com o assassinato de Osama Bin Laden pelas forças dos Estados Unidos tenha acabado o terrorismo no mundo, até porque além do terrorismo islâmico, que continua tendo células espalhadas pelos quatro cantos do planeta e que prega a violência para a implantação de uma sociedade fundamentalista islâmica, temos o terrorismo de Extrema Esquerda, que prega a violência para a implantação de uma sociedade socialista, e o terrorismo de Extrema Direita, que prega a violência para a implantação de uma sociedade pura e de cunho nazista, isso sem falar de movimentos que pregam a violência por qualquer tipo de ideologia espalhados pelo mundo.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Opinião Política - Teia Social e Vida Online
As redes sociais, os blogs, os programas de mensagem instantânea, os vídeos da internet e o e-learning têm adquirido cada vez mais importância no nosso dia-a-dia. Orkut, Facebook, Ficklr, Blog, LinkedIn, MSN Messenger, Skype, ICQ, My Space, Hi5, Netlog, The Efficient, Porkut, Youtube, E-learning, Redtube, Sonico, Hevys, Twitter, Livemocha, Ezlearn, Babbel, Iernu, Iknow, Soundcloud têm sido as palavras mais comuns atualmente. Nas redes sociais podemos nos retratar, fazer novas amizades, reencontrar velhos amigos, postar fotos, postar vídeos, marcar encontros, fazer negócios, agendar eventos, escrever artigos, jogar, fazer compras, mobilizar as pessoas, xeretar a vida privada dos outros, aprender novos idiomas, nos comunicar, popularizar figuras públicas e até prejudicar muita gente. Nos blogs podemos escrever textos, escrever artigos, escrever poesias e fazer críticas de forma livre e democrática. Os programas de mensagem instantânea nos permitem conversar instantaneamente com qualquer pessoa do planeta, esteja ela onde estiver e desde que receba sinal de internet, via computador, via notebook, via ipad, via smartphone e via celular. Os vídeos da internet nos permitem rever imagens, assistir vídeos, registrar momentos felizes e constrangedores e expor nossa vida pessoal. O e-learning tem permitido que muitos estudem em qualquer lugar, a qualquer hora, sem precisar freqüentar um lugar definitivo e de acordo com o ritmo de cada um, chegando em muitos casos a haver a substituição da escola tradicional e das aulas presenciais. Esses fenômenos puderam ser vistos com o poder que as redes sociais tiveram na Primavera Árabe e nos protestos inspirados nela, que conseguiram derrubar os governos do Egito e da Tunísia, que dão dor de cabeça aos governos da China, da Rússia, de Belarus, da Líbia, do Marrocos, do Bahrein, do Iêmen e que fizeram muito barulho na Espanha, Itália, Portugal, Grécia e que chegaram ao Chile. Estamos vivendo um processo de transformações e revoluções tecnológicas nunca vistas antes na história da Humanidade e que têm conseqüências incontroláveis e inimagináveis sobre as relações internacionais, as relações sociais e as relações humanas. Estamos em uma teia social e temos uma vida online.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Opinião Política - Mundo Emergente
A eleição do brasileiro José Graziano da Silva para a diretoria-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) confirma a existência de um fenômeno cada vez mais visível nas Relações Internacionais, trata-se do maior espaço que os países emergentes têm adquirido nas discussões internacionais. Com o decorrer dos anos tem-se deslocado o poder de influência da aliança do Atlântico Norte, representada por Estados Unidos, Canadá e Europa, para a aliança dos emergentes, representada principalmente pelos BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e demais países emergentes nas discussões internacionais e dos processos decorrentes dele. Assim, antes a língua inglesa, a língua espanhola e a língua francesa eram consideradas os idiomas universais do planeta; hoje a língua mandarim, a língua indiana, a língua árabe e outras línguas exóticas são diferenciais no mercado. Antes as transações econômicas e comerciais se davam basicamente no Atlântico Norte; hoje o Pacífico adquire cada vez mais o protagonismo na área, com o advento do Japão, da China, da Índia e dos Tigres Asiáticos. Antes, apenas cidadãos de origem norte-americana e européia assumiam a direção de organizações internacionais; hoje podemos ver brasileiros, latino-americanos, chineses, africanos e asiáticos assumindo esses postos. Antes apenas o Ocidente num condomínio de poder decidia os rumos do planeta; hoje os países emergentes têm exigido reformas nesse sistema e maior participação, como demonstra a proposta de reforma do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e demais organismos. Hoje vemos a disseminação de vários grupos formados por países emergentes como o G20, o G4, o G8 e o G60, que agem coordenadamente para exigir maior participação, vemos decisões favoráveis e justas aos países emergentes em diversos fóruns internacionais como a OMC (Organização Mundial do Comércio) e a participação cada vez crescente dos países emergentes nos rumos do planeta. Hoje o Brasil, a Rússia, a Índia, a China, a África do Sul e demais países como a Coréia do Sul, a Indonésia, o Vietnã e alguns países árabes puxam o crescimento econômico mundial, como verdadeiros motores desse crescimento, havendo o deslocamento dessa função, que era exercida por Estados Unidos e Europa tempos atrás, mergulhados na crise econômica, que não afetou aquelas nações emergentes, alterando com isso a correlação de forças nas Relações Internacionais. Enfim, o mundo mudou, estamos no século XXI, vivemos uma nova ordem mundial e precisamos nos adaptar ao mundo emergente.
domingo, 10 de julho de 2011
Opinião Política - Lula III
O primeiro semestre do governo de Dilma Rousseff foi marcado pelos mesmos problemas que assolam os governos do PT e que assolaram o governo do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. A inflação voltou, fazendo com que os preços de produtos básicos disparassem. O debate sobre a necessidade das privatizações teve espaço e o governo finalmente admitiu e anunciou tardiamente que vai privatizar portos e aeroportos, vale lembrar que na campanha eleitoral o tema foi demonizado pelo PT. As negociações e a disputa de cargos entre PT e PMDB e outros aliados da base governista marcaram a escolha, a indicação e a nomeação de ministros e da equipe de governo. A queda de Antônio Palocci da Casa Civil abalou o governo, pois era o ministro mais poderoso do governo. Houve a queda do ministro dos Transportes Alfredo Nascimento do PR por suspeitas de corrupção. As obras do PAC foram marcadas pelo atraso, pela inauguração de apenas pedras fundamentais e muitas obras nem saíram do papel. As obras para a Copa do Mundo de 2014 estão muito atrasadas. O TCU apontou diversas irregularidades nas obras do governo. O ministério da educação lançou uma cartilha em que defendia o erro de português e considerava preconceito recriminá-lo, admitindo e agravando ainda mais os problemas da educação. A interferência do governo em negócios privados, com a ajuda do BNDES para a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour gerou fortes polêmicas. A aprovação do regime diferenciado de contratação lançou dúvidas sobre a transparência do governo. A falta de projetos tem paralisado as ações do governo, que não apresenta um projeto de relevância para o país. A política externa míope do governo ficou evidente com a negação da extradição do terrorista italiano Cesare Battisti. A nomeação de Gleisi Hoffmann para a Casa Civil e de Ideli Salvatti para Relações Institucionais por parte de Dilma Rousseff buscou dar um ar de novo governo, independente de Lula. Ceder às pressões dos políticos da base aliada tem sido a regra para se conseguir apoio no Congresso. O caos aéreo continua a atrasar vôos nos aeroportos. A gastança desenfreada na campanha eleitoral e o corte de gastos anunciados no início do governo fizeram com que houvesse o endividamento do governo e muitas áreas fossem afetadas com o corte. A falta de investimentos em infra-estrutura, rodovias, portos e aeroportos continua nesse governo. Enfim, estamos no terceiro mandato de um governo que não anda, no qual não vemos as coisas acontecerem, que não tem projeto de país, mas sim projeto de poder.