segunda-feira, 30 de abril de 2012

Opinião Política - CFK Versus YPF


O governo de Cristina Kirchner decidiu nacionalizar a YPF controlada pela companhia petrolífera espanhola Repsol, gesto que assustou os mercados internacionais e provocou atritos com o governo espanhol, do primeiro-ministro Mariano Rajoy. Diante da notícia houve protestos do governo do México contra a medida e os Estados Unidos decidiram dar apoio ao governo espanhol. Com esse gesto, Cristina Kirchner reforça o seu kirchnerismo, iniciado com seu ex-marido e ex-presidente falecido Nestor Kirchner, e segue as mesmas linhas adotadas por governos alinhados ao venezuelano e populista Hugo Chávez. E como sempre, o governo da presidente Dilma Rousseff adotou uma postura amigável com a Argentina, inclusive com conversas sobre um possível plano de investimento da Petrobrás no país, em pleno momento de perda de credibilidade do país no mercado internacional, repetindo gestos adotados pelo Brasil nos episódios das greves do setor petroleiro na Venezuela contra o presidente Hugo Chávez, da nacionalização do gás na Bolívia, do aumento da energia de Itaipu concedido ao Paraguai, que podem lesar o contribuinte brasileiro e que seguem na contramão da comunidade internacional. Quem sai no maior prejuízo nesta questão é a própria Argentina, uma vez que o país depende da tecnologia e de investimentos internacionais no setor, que somente as companhias internacionais detêm. O governo espanhol e a União Européia anunciaram que vão retaliar o gesto argentino, o que pode ter reflexos no Mercosul e no Brasil, pois ambos tem relações com a Argentina. A Argentina recentemente deu calote de sua dívida com credores internacionais, vem manipulando os dados sobre seus índices de inflação, nacionalizou outras companhias internacionais, como a Aerolíneas, persegue a imprensa, como o grupo Clarín, vem enfrentando o governo do Reino Unido com seus discursos reivindicando o controle das ilhas Malvinas e tem se aproximado do venezuelano Hugo Chávez e seus aliados. O governo de Cristina Kirchner tem adotado um estilo populista, desafiado a comunidade internacional, o que representa uma ameaça e um risco para Argentina, Brasil, Mercosul e América Latina e um obstáculo para a sua maior inserção no sistema internacional. E como sempre o governo do PT continua passando a mão na cabeça de Hugo Chávez e de seus companheiros.

CFK = Cristina Fernández de Kirchner 


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Esporte - Rei Leão


O técnico do São Paulo, Emerson Leão não é mais o mesmo. Conhecido por seu estilo linha-dura pelos jogadores de todo time por onde passou, arrogante pela imprensa e truculento por pessoas com quem discutiu, Emerson Leão agora é todo zen, cheio de paz e amor, todo brincalhão e com sorriso largo no rosto. Desde que assumiu o comando do São Paulo, Emerson Leão tem se mostrado amigável com os jogadores, dando apoio, comandando-os, fazendo cobranças, orientando-os, treinando-os, fazendo brincadeiras e piadinhas, como um verdadeiro treinador, simpático com a mídia, com bom humor e até faz piadinhas, não lembrando nem um pouco o Leão de sempre. Vale lembrar que no passado Emerson Leão brigava feio com os jogadores, gritando com eles, inclusive chegou-se a falar que os jogadores costumavam fazer corpo mole e até complô para provocar a saída do treinador, tal a cobrança em cima dos atletas, vetava craques famosos bons de bola como forma de impor respeito e autoridade nos clubes, para mostrar que era ele quem mandava no pedaço, reclamava do juiz chegando a ser expulso por diversas vezes do campo, queria ensinar o juiz a apitar, xingava comentaristas de futebol, brigando ao vivo com eles nos programas esportivos, como se eles fossem burros, num show de baixaria, não tinha uma boa relação com a mídia e a imprensa, chegando ao ponto de empurrar repórteres, ser grosseiro e ser processado por eles, fazendo declarações polêmicas nas coletivas de imprensa, só para aparecer, brigando com os dirigentes dos clubes e perdendo o espírito esportivo e partindo para a ignorância. Emerson Leão exagerava e abusava de sua autoridade e comando, coisas imprencindíveis para pôr ordem na casa, recuperar os times, dirimir intrigas entre os jogadores e fazer o clube ser vencedor, perdendo o respeito. Emerson Leão era sinal de encrenca, barraco, autoritarismo, linha dura, briga, polêmica, confusão, grosseria, mandonismo e dava medo. Emerson Leão era chamado de chato, arrogante, barra pesada e uma pessoa difícil de lidar pelos jogadores O resultado disso tudo era derrotas e pouco tempo de permanência nos clubes, passando de time para time toda hora. Agora no São Paulo Emerson Leão mudou radicalmente de postura, ficou zen, ficou manso, tornou-se um leãozinho e tem tudo para fazer do São Paulo um time campeão e vencedor, com grandes chances de conquistar o titulo paulista de 2012.



Opinião Política - França Dividida



A França vive o período de eleições presidenciais e como sempre segue polarizada e dividida, mas agora sobre o pano de fundo da crise econômica que se abate sobre a Europa. Em seu segundo turno disputam o atual presidente de centro-direita Nicholas Sarkozy e o socialista de centro-esquerda François Hollande, moderados e praticamente empatados no primeiro turno, que agora disputam os votos de Jean-Luc Mélenchon de extrema esquerda, de Marine Le Pen de extrema direita e de François Bayrou de centro. O presidente Nicolas Sarkozy, que tenta a reeleição, defende a austeridade fiscal como forma de conter a crise que assola a Europa com crescimento econômico e o controle e imposição de restrições a imigração, bandeiras típicas de centro-direita. O socialista François Hollande defende o crescimento econômico para reverter a crise com austeridade, provoca rumores nos mercados internacionais e é a favor de uma certa integração dos imigrantes a sociedade francesa, políticas comuns de centro-esquerda. No primeiro turno, os extremistas Jean-Luc Mélenchon de esquerda defendia voltar a nacionalizar as empresas, aumentar o salário mínimo e adotar políticas que passam longe da austeridade e a direitista Marine Le Pen era contrária a políticas de austeridade, era contra o euro, defendia a volta do franco e tinha posições xenófobas contra os imigrantes. Já o centrista François Bayrou se equilibrava entre eles. Como se sabe a França segue estagnada, com elevado índice de desemprego, baixo crescimento econômico e com seu presidente Nicholas Sarkozy junto com a primeira-ministra alemã Angela Merkel coordenando esforços conjuntos para salvar a União Europeia da crise econômica por meio de um pacto fiscal entre seus membros estabelecendo o déficit zero. A França ainda não foi afetada pela crise que derrubou os governos de Irlanda, Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Holanda, mas corre-se o risco de ser a bola da vez, assim como o Reino Unido e a Alemanha. A França sempre foi considerada o lugar onde o cenário político sempre foi polarizado e dividido entre esquerda e direita, principalmente na Revolução Francesa, passando pelas épocas de Napoleão Bonaparte, Charles de Gaulle, Miterrand e Jacques Chirac e hoje continua do mesmo jeito, mas agora sob o pano de fundo da crise econômica da União Européia, a maior crise do bloco desde a sua criação.




segunda-feira, 16 de abril de 2012

Opinião Política - Damasco Está Fervendo


O clima esquentou de vez na Síria e tudo caminha para seguir os rumos trilhados pela Líbia, que sofreu uma intervenção internacional. O presidente e ditador sírio Bashar Al Assad vem resistindo no poder e reprimindo seus opositores, inclusive com a morte de civis, que já soma pelo menos 9 mil pessoas, com envio de tanques de guerra, ataques terroristas e com o bombardeio das cidades de Homs e Aleppo, tomadas pelos que querem tirá-lo do poder. Esses ataques tem gerado uma onda massiva de refugiados sírios que cruzam a fronteira para se abrigar na Turquia, fato que começa a perturbar o governo turco. Os apelos e as tentativas de negociação e mediação do conflito da Comunidade Internacional, inclusive com a participação do ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para que governo e oposição na Síria firmem acordos de cessar-fogo falham ou surtem poucos efeitos. As sanções impostas ao regime de Bashar Al Assad por conta da repressão aos oposicionistas pela Comunidade Internacional não foram suficientes para dissuadi-lo da violência. Alguns países árabes tem fornecido armas aos rebeldes sírios. A Liga Árabe já ordenou a Síria o fim da repressão e da violência contra os rebeldes sírios e lhe impôs sanções. O Irã se calou por enquanto. No Conselho de Segurança da ONU segue impasse entre as potências com assento permanente no órgão e, portanto, com direito a veto, quanto ao endurecimento da ONU e a adoção de novas sanções contra o regime de Bashar Al Assad, em que Estados Unidos, Grã-Bretanha e França as defendem porque o regime de Damasco tem violado sistematicamente os direitos humanos na repressão aos rebeldes sírios, enquanto a China e a Rússia defendem apenas o diálogo com Damasco. Vale lembrar que China e Rússia são aliados da Síria e mantém interesses econômicos e militares com o país. A cada dia vem ganhando força a idéia de se realizar uma intervenção internacional para proteger os rebeldes sírios de Bashar Al Assad. Esse filme já vimos com a Líbia e assim como Trípoli, Damasco está fervendo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Opinião Política - Toma Lá Dá Cá



Nestes dias o governo da presidente Dilma Rousseff viveu uma crise na sua base aliada, que ameaça as futuras votações do governo e que o obrigou a trocar os líderes do PT Cândido Vacarezza por Arlindo Chinaglia e do PMDB Romero Jucá por Eduardo Braga no Congresso Nacional. Trata-se da chantagem exercida por PMDB, PTB, PP, PR, PRB e PSC, os partidos fisiológicos, sobre o governo. A disputa por cargos e verbas entre o PT e seus aliados de Centro e as quase denúncias diárias de envolvimento em casos de corrupção desses aliados e que culminaram na queda de seus ministros, provocaram a rebelião deles. O PR do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento e de Valdemar Costa Neto, envolvidos com o escândalo do mensalão, ameaçou romper com o governo e ir para a Oposição. Em seguida, o PMDB do vice-presidente Michel Temer, o PTB de Roberto Jefferson, o PP do ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro, o PRB do recém-empossado ministro da Pesca Marcelo Crivella e o PSC ameaçaram votar de forma independente do governo no Congresso Nacional, gerando temores no governo quanto ao futuro das votações de seu interesse. O conflito decorre de o PT ter caráter hegemônico e totalitário, não gostar de ceder e de sempre priorizar petistas nas liberações de recursos e demais questões, retirando o espaço dos aliados de Centro do governo, e de estes não ter ideologia definida, como o esquerdista PT e seus aliados de Esquerda PC do B, PSB e PDT e a Oposição de Esquerda PSOL e PSTU e de Direita PSDB, DEM e PPS, e buscarem apenas recursos e cargos em troca de apoio do governo da vez, não importando de qual partido, ameaçando romper a governabilidade caso não forem atendidos, fazendo a Oposição vibrar, e profundamente envolvidos em casos de corrupção. Vale lembrar que PMDB, PTB, PP, PR, PRB e PSC eram aliados do governo Fernando Henrique Cardoso do PSDB, logo em seguida apoiaram o governo Lula do PT, foram os principais envolvidos no escândalo do mensalão e estão envolvidos em quase todos os escândalos de corrupção no Brasil. Diante desse quadro de instabilidade política, o governo Dilma Rousseff segue refém dos partidos representantes do Fisiologismo e o oposicionista José Serra do PSDB tem mantido conversas com eles, negociando o apoio deles para uma provável e futura candidatura presidencial do PSDB. Não percam o Toma Lá Dá Cá!



segunda-feira, 19 de março de 2012

Esporte - Adriano: Imperador das Polêmicas

O imperador Adriano vem se envolvendo nesses dias em inúmeras polêmicas e não sai das páginas dos jornais. Envolvimento com traficantes, escândalos com mulheres, falta nos treinos, indisciplina, alcoolismo, casos com a polícia, lesões, falta de empenho, queda no rendimento, atrasos, baladas e noitadas durante a concentração, recusas em pesar, peso elevado e demais dificuldades têm sido constantes na vida do craque Adriano. Muitos clubes tem investido pesado no craque, com enormes somas de dinheiro, e dando inúmeras oportunidades, mas tudo isso acaba se tornando um grande desperdício para eles, justamente por causa das atrapalhadas do imperador Adriano, que geram prejuízos astronômicos. Diante de todas essas polêmicas quase diárias de Adriano, o craque vem perdendo o apoio da torcida, decepcionando o meio futebolístico, virando piada dos comentaristas de futebol, perdendo o respeito dos clubes e manchando a sua imagem e reputação de craque e profissional de grande prestigio que lhe rendeu o título de Imperador. Vale lembrar que Adriano brilhou no Flamengo, no Inter de Milão e na Seleção Brasileira, sendo considerado um dos melhores jogadores de futebol do Brasil e do mundo. Adriano tem nome e ainda tem potencial para recuperar sua referência, mas isso só depende dele, o único que pode fazer alguma coisa. É certo que as pessoas nas horas vagas e de descontração relaxem um pouco, com uma cerveja daqui, mulheres de lá, baladas a noite inteira, fofoca com os amigos, afinal de contas ninguém é de ferro, cada um é livre para fazer o que quiser com sua vida, desde que não atrapalhe a rotina de trabalhos e de treinos. É certo que as pessoas vivam uma fase ruim da vida, lhe falte inspiração, cometa erros e gafes em seus momentos infelizes, não funcione como todos esperam, diminua o seu rendimento, afinal todos somos humanos, erramos nessa vida, e portanto devemos nos perdoar, desde que possa continuar ter a mesma habilidade e talento que o consagraram nas fases de ouro de sua carreira. Assim, o imperador Adriano vive dando trabalho a todos os times que entra, cometendo erros atrás de erros, desperdiçando as oportunidades que batem em sua porta e abusando da boa vontade dos outros, está na hora de definir de vez o que quer da vida.

terça-feira, 13 de março de 2012

Opinião Política - Direita e Direita


Os Estados Unidos estão se preparando para as eleições presidenciais deste ano, em que pelo governista Partido Democrata concorre a reeleição o presidente Barack Obama e pelo oposicionista Partido Republicano quem deve vencer as prévias e a indicação do partido é o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. Como se sabe, o governo de Barack Obama foi marcado pela aproximação dos Estados Unidos com o resto do mundo, com pronunciamentos de amizade com o Mundo Árabe e a África, onde o presidente nasceu, a grande mudança, e a reaproximação da Europa, marcando diferenças com seu antecessor, que se isolou do mundo todo em sua guerra contra o terror. Apesar disso, no governo de Barack Obama houve o assassinato do terrorista Osama Bin Laden, inimigo número um dos Estados Unidos, o que permitiu aos Estados Unidos retirar as suas tropas do Iraque e relaxar na sua guerra ao terror. No campo econômico, a economia deu sinais de recuperação, mas a crise e a recessão ainda iniciadas em 2008 ainda persistem. Essas eleições só nos revelam diferenças entre princípios e pensamentos entre o Partido Democrata e o Partido Republicano, ambos de Direita. O Partido Democrata defende a liderança mundial dos Estados Unidos, mas respeitando as leis e organizações internacionais, a diversidade e em conformidade com a comunidade internacional. Assim, em primeiro lugar, defende o diálogo com regimes párias e buscam cooperar com eles, para então, ao se esgotarem todas alternativas possíveis de colaboração, pressioná-los e atacá-los. Daí os pronunciamentos de amizade com o Oriente Médio e a demora em atacar o Irã e a Coréia do Norte. Já o Partido Republicano adota uma postura isolacionista, defende que a hegemonia mundial dos Estados Unidos seja mantida, mas sem se importar com as leis e as organizações internacionais, chegando até a ignorá-las e desrespeitá-las, e sem se importar com a comunidade internacional. Assim, defende que se ataque e que se adote pressões contra regimes párias, sem nenhuma forma de diálogo. Daí as invasões do Afeganistão e do Iraque. Mas no fim, as duas siglas são de Direita e defendem a hegemonia dos Estados Unidos no mundo, isso tudo em razão de os Estados Unidos serem a maior e a mais poderosa potência do planeta. Na verdade, os Estados Unidos, por ser a única superpotência mundial, em toda a sua história se dividem entre exercer essa liderança e hegemonia isolados ou com respaldo da comunidade internacional, permanecendo todas as demais questões iguais entre as siglas, refletido na disputa entre Partido Republicano e Partido Democrata, e, neste ano, representados respectivamente por Mitt Romney de Direita e Barack Obama de Direita.