Uma nova forma de trabalho vem surgindo no mercado de
trabalho com o avanço das novas tecnologias e que promete ajudar bastante a
vida da Pessoa Com Deficiência. Trata-se do Home Office, trabalho realizado em
casa, via internet. O Home Office é uma forma de trabalho que facilita muito a
vida das pessoas em comum e da Pessoa Com Deficiência, uma vez que não há a
necessidade de sair todos os dias de casa, não precisa de um acompanhante, não
tem as dificuldades de transporte, não há grandes necessidades de adaptação de
escritório, economiza dinheiro que seria usado no ônibus e no metrô, as
informações podem ser trocadas por e-mail, só precisa ir para a empresa poucas
vezes e não ficamos estressados por conta do trânsito e relacionamento no
trabalho. Aos poucos o sistema Home Office vem despertando o interesse das
empresas, pois com o sistema elas têm as seguintes vantagens: não precisam
pagar inúmeros benefícios ao trabalhador, reduzem possíveis gastos com a
adaptação dos escritórios, podem se adequar melhor a lei das cotas, economizam
com o pessoal que assessora a Pessoa Com Deficiência no escritório como
acompanhantes, terapeutas ocupacionais, ajudantes e cuidadores, ganham na
produtividade dos funcionários e enfim têm lucros maiores. Deve-se ter em mente
alguns cuidados, é claro. O sistema Home Office exige acesso a internet e
contas de e-mail, pois é tudo feito online. As vagas de Home Office exigem
maior qualificação profissional e ensino superior. Elas se limitam a áreas como
pesquisa, design, redação de textos, tradução de textos, jornalismo, blogs,
redes sociais, pessoa jurídica, comunicação, marketing, publicidade e call
center. No caso de call center entra em cena o teletrabalho, adaptações de
terapia ocupacional, projetos de áreas afins e desenvolvimento em novas
tecnologias, que no entanto, ainda dão seus primeiros passos. O sistema Home Office exige disciplina,
rotina, concentração, organização, segurança e sigilo, pois em casa podemos nos
distrair mais facilmente com problemas domésticos, a televisão e a falta de
horários, devemos ter compromisso com os prazos, não estamos no escritório,
onde sentimos um clima de rotinas administrativas e ambiente de trabalho e
vestimos uniforme, que nos incentivam mais para o serviço, e as informações
profissionais podem vazar ou ser invadidas por vírus e hackers. O sistema Home
Office se baseia na confiança e vigilância, pois as empresas não possuem
controle tão apurado sobre seus dados, como acontece no escritório. Enfim,
tomando-se todos os cuidados necessários e considerando que é passível de
problemas como qualquer tipo de serviço, o sistema Home Office representa o
futuro do mercado de trabalho, o avanço das novas tecnologias, mais economia e
produtividade para as empresas e a inclusão social da Pessoa Com Deficiência.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
Opinião Política - Saudade da Dolce Vita
A Itália hoje vive uma crise política
e econômica que ameaça deixar o país sem governo, sem um líder capaz de
conduzir o seu destino e com saudade da dolce vita de tempos atrás. Vale
lembrar que de uma posição de dependência da agricultura, analfabetismo
disseminado e severo subdesenvolvimento, a Itália alcançou um dos mais altos
padrões de vida do mundo; as famílias italianas chegaram a estar, em média,
entre as mais ricas do mundo, protegidas pela solidariedade familiar e por uma
abrangente rede de segurança social que o americano comum invejaria. O modelo
italiano se baseava em uma formidável rede de pequenas empresas, entre as quais
21 mil chamadas multinacionais de bolso, que exportavamm para 150 países. A
economia italiana repousava em grande parte no prestígio da Marca Itália e da
dolce vita a ela associada, uma verdadeira história de sucesso e que hoje busca
resistir a invasão chinesa. No entanto, o modelo entrou em crise pelos
seguintes fatores: declínio histórico do modelo econômico, erros dos governos
dos últimos anos, erros do governo da Europa, a globalização, a explosão do
Made in China, que tornou infernal a vida das empresas italianas, ainda mais
que o país ficou atado ao euro, que impede desvalorizações. Assim, a Itália passou
a ocupar o 167o lugar em um hipotético torneio de crescimento entre
179 países, cresceu esquelético 0,2% na média do período compreendido entre os
anos de 2001 e 2010, a crise de 2008 em diante pegou o país no contrapé e em
2009 o tombo foi de 5,2%. No ano passado, com a entrada em vigor de um regime
de austeridade, como é de regra na Europa, a vida do italiano não foi nada
dolce, 2012 foi o pior ano do pós-guerra, o licenciamento de carros voltou ao
nível de 1979, em janeiro deste ano, a confiança do consumidor registrou o
nível mais baixo desde 1996. O ex-premier italiano Silvio Berlusconi, o homem
mais rico da Itália, envolvido em escândalos sexuais e investigado por crimes
que vão desde evasão fiscal a corrupção, em seu quarto mandato, levou a Itália,
a terceira economia da zona do euro, às portas do calote, os juros da dívida
italiana subiram de 0,45%, quando assumiu em 2008, para 5,19% em novembro de
2011, quando foi defenestrado por um golpe branco articulado pela União Européia,
dando lugar ao técnico Mario Monti, que não conseguiu debelar a crise. E nestas
eleições ainda não entrou em consenso sobre quem vai governar o país. A Itália
vive a nostalgia da dolce vita.
sábado, 1 de junho de 2013
Opinião Política - Aliança do Pacífico Bate Mercosul
A Aliança do Pacífico, bloco novo da
América Latina formado por Chile, Colômbia, México e Peru, com viés liberal e
apoiado pelos Estados Unidos, conseguiu desbancar o Mercosul, servindo como
contraponto ao bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e
Venezuela, de viés mais integracionista e apoiado pelos bolivarianos. Completando
um ano de existência em junho e com um PIB de 35% do total latino-americano e
crescimento que supera os vizinhos do Mercosul, a Aliança do Pacífico dividiu a
região e já se fala de uma possível alternativa pró-mercado no continente. O Mercosul
teve sua imagem fragilizada por decisões políticas recentes, como a suspensão
do Paraguai, e pela lentidão em fechar um acordo de livre comércio com a União
Européia. Foi afetado pelo protecionismo da Argentina, com a taxação das importações
brasileiras para proteger a indústria nacional, a entrada da Venezuela no bloco
e a influência dos bolivarianos, trazendo a politização do bloco. Aponta-se o papel
pouco ativo do Brasil e do bloco do sul. O Brasil não conseguiu exercer uma
liderança capaz de impedir a fragmentação da América do Sul e os países do
Mercosul não se esforçaram por acordos comerciais e muito menos avançaram na
direção de formar um verdadeiro bloco integrado. Em 2011, os países da Aliança
do Pacífico já exportavam 10% a mais bens e serviços que os do Mercosul. O
crescimento em 2012 entre os integrantes da Aliança do Pacífico foi de 4,9% em
média e os do Mercosul foi de 2,2% . A Aliança do Pacífico já atraiu França, Espanha
e Portugal como observadores, enquanto as negociações de acordo entre Mercosul
e União Européia se desenrolam lentamente após mais de uma década de
discussões. A Aliança do Pacífico têm uma população de 209 milhões e PIB de US$
2 trilhões, próxima aos 198 milhões de habitantes e US$ 2,4 trilhões de PIB do
Brasil, sendo o tamanho de seus mercados próximos. Para atrair investimentos, a
Aliança do Pacífico é muito mais atraente porque tem o tamanho do Brasil, mas
cresce mais rápido e tem mais qualidade política, com inflação baixa e
economias menos fechadas. A Aliança do Pacífico surge como contraponto ao
Mercosul na América Latina e isso pode representar benefícios para a integração
regional, mas sob a ótica liberal.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Opinião Política - China in África
A China a cada dia aumenta a sua
presença na África, que tem como atração: matéria-prima em abundância,
indústria local fraca e um mercado inexplorado para os produtos chineses,
relembrando a época do colonialismo europeu. O comércio entre a China e a
África aumentou de aproximadamente 20 bilhões de dólares em 2000, até 200
bilhões em 2012. O volume de investimentos diretos da China na África chegou a 20
bilhões de dólares no ano passado e o número de empresas chinesas que operam no
continente chegou a 2 mil. O petróleo é, de longe, o principal fator de
envolvimento chinês no continente. Por isso, Angola, Sudão e Nigéria, os
maiores produtores da África, são beneficiados. Este ano Angola chegou a
ultrapassar a Arábia Saudita como o principal fornecedor de petróleo da China. Linhas
de crédito abertas por Pequim estão sendo usadas para abrir estradas, construir
pontes e recuperar ferrovias destruídas pela guerra civil angolana (1975-2002).
O Sudão viu a sua economia crescer 11,2% este ano, também graças a China,
destino de 64% dos barris extraídos do subsolo sudanês. Na Nigéria, além de
fornecer crédito e ajuda técnica para a construção de refinarias e
hidrelétricas, o governo chinês está investindo no setor de telecomunicações,
com o lançamento de um satélite para transmissão de sinal de celulares. Da
África do Sul, a China compra minério de ferro e platina; do Gabão e Camarões
madeira; do Congo cobre e cobalto; das nações do centro e do oeste africanos a
maior parte de sua produção de algodão. A estratégia chinesa para o continente
inclui ajuda humanitária e propostas de negócios irrecusáveis, com preços
abaixo do mercado e perdão de dívidas, levando os críticos a falar em
concorrência desleal. Muitos países africanos vêem a ofensiva chinesa como uma saída
para captar investimentos, uma vez que antes os países africanos sofriam para
conseguir verbas e créditos de instituições como o FMI e o Clube de Paris, que
exigiam metas que eles não conseguiam cumprir, surgindo assim a China como
alternativa viável ao oferecer empréstimos a taxas baixíssimas. Pequim alega
que não mistura política com negócios e sua linha não é de intervir nas
questões internas dos países. Dessa forma, a China fecha acordos com líderes
acusados de violar os direitos humanos e ditadores, como Omar al-Bashir,
presidente do Sudão, onde o genocídio em Darfur já matou mais de 200 mil
pessoas, despertando pressões por parte dos Estados Unidos e do Ocidente,
defensores da democracia. O tamanho do apetite chinês por petróleo e minérios prejudica
a diversificação da economia dos países africanos. Nas duas áreas, a criação de
empregos é limitada. Sem uma indústria manufatureira e dependente do instável
mercado mundial de commodities, o continente desenvolve-se de modo pouco
sustentável. Além disso, os contratos que os chineses assinam normalmente não
os obriga a transferir tecnologia. Há reclamações de que só é utilizada
mão-de-obra chinesa nas obras. Na Zâmbia, empreiteiras da China construíram uma
ferrovia de 2 mil quilômetros e reformaram um porto. Terminadas as obras, os
chineses partiram sem ensinar técnicos locais, que agora não sabem como fazer a
manutenção da ferrovia ou do porto. Muitas parcerias fechadas com a China são marcadas
por falta de transparência. A presença chinesa no continente africano desperta
temores por parte dos Estados Unidos e do Ocidente, temendo um colonialismo
chinês no continente. A China é vista pelos países africanos como um país em
desenvolvimento, confiando mais nela do que no Ocidente, devido em parte a seu
histórico de exploração, mesmo que alguns de seus negócios sejam questionáveis.
Enfim, a China aumenta a sua presença na África a cada dia, aproveitando as
brechas deixadas pelo Ocidente, servindo como alternativa para o
desenvolvimento do continente africano.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Opinião Política - Cuba em Reformas
Desde que Raúl Castro, irmão do
ditador convalescente Fidel Castro, há 49 anos no poder e afastado por causa de
problemas de saúde, assumiu o poder em Cuba em 2008, o país comunista vem
adotando reformas econômicas visando dar sobrevida ao regime. Elas, no entanto,
não significam o fim do regime comunista nem a abertura econômica e política do
regime, tal como se deu na antiga União Soviética em 1991, mas sim um estímulo
a economia do país, afetada pela crise de 2008. Essas medidas visam reduzir a
interferência do Estado na economia e estimular a iniciativa privada. Elas
incluem um enxugamento na máquina estatal, com a demissão de mais de um milhão
de funcionários públicos e o corte gradual de subsídios, como alimentos e
energia elétrica. Atualmente, 85% do contingente de trabalhadores estão na
folha de pagamento do governo cubano. O Estado, que hoje controla totalmente a
economia do país, deve diminuir a participação em áreas como agricultura,
transporte, construção civil e comércio, abrindo espaço para empresas. As
primeiras intervenções na economia já foram feitas no sistema de câmbio. Cuba
possui duas moedas: o peso, com o qual são pagos os salários dos cubanos, e o
peso conversível, usado principalmente por estrangeiros. O peso conversível foi
criado em 1994 e atrelado ao dólar em 2005. Em abril, o governo desvalorizou em
8% a moeda, que retornou a taxa inicial. Dessa forma, ficará mais barato viajar
a Cuba, reaquecendo o turismo. Pela primeira vez, será permitido ao cubano comercializar
imóveis e carros. Em Cuba, a propriedade privada, base do capitalismo, foi
abolida pela revolução. Tudo pertence ao Estado. As famílias vivem por gerações
na mesma casa, quando uma pessoa se casa, vai morar com a família do noivo ou
da noiva. Somente é permitida a troca de imóveis, não a comercialização, fato
que alimenta o comércio paralelo. Devem ser facilitadas as viagens ao exterior,
que hoje dependem de uma difícil e burocrática aprovação do governo. O custo de
tirar um passaporte e pagar as despesas de todo o processo é proibitivo para um
trabalhador comum. Além disso, opositores do regime têm as autorizações para
deixar o país sistemicamente negadas. É o caso do dissidente Guillermo Fariñas
e da blogueira Yoani Sanchéz, que não puderam viajar para receber prêmios
internacionais. Vale lembrar que em Cuba, desde a revolução socialista de 1959,
bens e turismo eram restritos ou inacessíveis à população. A Revolução Cubana
de 1959 derrubou o ditador Fulgêncio Batista, no poder há 25 anos e com o apoio
dos Estados Unidos. Nos anos 1960, em plena Guerra Fria, a ilha passou a sofrer
embargos do governo americano. Com o fim da União Soviética, seu principal
parceiro comercial, em 1991, a situação econômica de Cuba começou a se
deteriorar. Nos anos seguintes, com a ajuda da China e da Venezuela de Chávez
houve uma melhora. Cuba é o único Estado socialista da América Latina e um dos
poucos que restam no mundo, ao lado de China, Coréia do Norte, Vietnã e Laos.
Os serviços cubanos são conhecidos pela qualidade nas áreas de saúde e
educação, tendo a taxa de analfabetismo quase igual a zero. Por outro lado, a
população sofre com a perseguição política, a falta de direitos civis e a
censura. Cuba passa por grandes mudanças, mesmo para manter o seu regime vivo,
o tempo passa e as coisas mudam.
sábado, 25 de maio de 2013
Opinião Política - Arábia Saudita, Um Aliado Obscuro
A Arábia Saudita é mais uma aliada
obscura dos Estados Unidos no Oriente Médio. A Arábia Saudita é o berço do Islã, todos
os anos milhares de peregrinos visitam as cidades sagradas do islamismo de Meca,
onde o profeta Maomé nasceu, e Medina. Por ser um importante fornecedor de
petróleo para os Estados Unidos e o Ocidente e um grande parceiro econômico, a
Arábia Saudita não é abertamente criticada, inclusive recebe o apoio dos Estados
Unidos e da União Européia, apesar de ser uma monarquia absoluta e de se ver
envolvida em casos de terrorismo internacional. Vale lembrar que a Arábia Saudita faz
parte da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e é capaz de aumentar
a produção de petróleo em questão de dias e determinar o preço do petróleo
mundial. No campo político, a Arábia Saudita é uma monarquia absoluta dominada
pela sharia (lei islâmica) e ultraconservadora, em que o rei e sua família tomam
todas as decisões, não há partidos políticos e as mulheres não tem permissão
para votar. A Arábia Saudita sustenta indiretamente redes de fundamentalismo fortemente
ligadas ao terrorismo internacional, apesar de coibir correntes extremistas e
de ser um aliado dos Estados Unidos em sua guerra contra o terror. Seu maior arquinimigo é o Irã, com
quem mantém uma corrida armamentista que arrasta há anos, lembrando que Riad é
o representante dos sunitas e Teerã é o representante dos xiitas. O Irã tenta
virar uma potência nuclear e a Arábia Saudita conta com a promessa de proteção
dos Estados Unidos e possui uma imensa reserva de petróleo. O conflito na Síria entre tropas leais ao ditador
Bashar al-Assad e seus opositores aos poucos se torna um campo de batalha do
conflito regional entre o Irã e a Arábia Saudita. A Síria é a mais importante
aliada do Irã no mundo árabe e a Arábia Saudita apóia os rebeldes do regime
sírio, enviando inclusive armas, junto com o emirado do Qatar. Enquanto toda esta situação se
mantiver e o dinheiro do petróleo continuar a fluir, a Arábia Saudita terá um
grande espaço de manobra para exercer a sua influência nos negócios, na
política e na religião. Assim, a Arábia Saudita é uma aliada
dos Estados Unidos no Oriente Médio, mas uma aliada controversa, polêmica, não
muito confiável e anti-democrática.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Opinião Política - Uma Década de Petismo
Neste ano completou-se 10 anos do
governo do PT, com os mandatos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma
Rousseff. O governo do PT foi marcado pela política de inclusão social, em que
houve a redução da miséria, muita gente deixou de ser pobre, milhares saíram
das classes D e E e a ascenderam a classe C e foi posta em prática uma das
maiores políticas sociais e de combate a pobreza já visto, baseado na transferência
de renda, tendo o Bolsa-Família como carro-chefe. No governo do PT houve
programas que pretendiam garantir o acesso universal da população pobre ao
ensino superior, a luz e a moradia com os programas Universidade para Todos,
Luz para Todos e o Minha Casa, Minha Vida. O governo do PT, apesar de ser
esquerdista em toda a sua história, adotou uma política mais moderada e
responsável, impedindo que o Brasil seguisse os rumos da Venezuela de Chávez e da
Argentina do casal Kirchner, sob forte populismo. Assim, o governo do PT
manteve a estabilidade da economia e buscou combater a inflação, mantendo as mesmas
políticas do governo Fernando Henrique Cardoso, apesar de ter sido um forte
opositor ao Plano Real e suas políticas, o que permitiu a redução da pobreza e
o crescimento econômico. Apesar de não ser vigoroso como antes, no governo do
PT houve um crescimento econômico sustentável com estabilidade econômica e
redução da pobreza, graças a continuidade das conquistas do governo anterior. O
governo do PT mostrou que o desenvolvimento econômico pode caminhar junto com o
desenvolvimento social, mostrando que são faces de uma mesma moeda e gerando um
desenvolvimento sustentável. No governo do PT, a periferia passou a ser vista
com outro olhar, havendo uma certa inversão de prioridades e uma desconcentração
de renda da região Centro-Sul, sendo a região Nordeste e os estados de
Pernambuco e da Bahia os maiores beneficiados e permitindo seu desenvolvimento econômico,
reduzindo as desigualdades sociais internas. No governo do PT o consumo
estourou com o surgimento da nova classe média, a redução da pobreza, a redução
pontual de impostos incidentes sobre certos produtos e as políticas de crédito
que permitiu o parcelamento em inúmeras prestações das compras, o que permitiu
ao pobre ter seu primeiro carro, primeira casa, celular, viagem para o
exterior, apartamento, computador e eletrodoméstico, coisa impensável anos
atrás. O governo do PT mostrou que a integração latino-americana pode ser um
caminho para promover o desenvolvimento independente da região, tratando os
vizinhos como irmãos nos momentos bons e nos momentos difíceis, como durante os
episódios da nacionalização do gás boliviano, do protecionismo argentino, da
crise venezuelana e da redução da tarifa de energia cobrada do Paraguai, sem
deixar que interesses comerciais destruam esses laços naturais. O governo do PT
mostrou que o Brasil pode exercer papel de destaque e ser referência no plano
internacional. O governo do PT manteve e continuou as políticas exitosas do
governo anterior e aprofundou as políticas sociais, o que já lhe rendeu 10 anos
no poder.
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