quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Opinião Política - Totalitarismo: o Maior dos Males

A História e a Teoria Política provam que o totalitarismo é a pior coisa que existe no mundo, um mal que deve ser evitado ao máximo e combatido a qualquer custo. No regime totalitário não há eleições livres, nem alternância de poder, o partido único prevalece, as oposições são fortemente reprimidas, perseguidas e torturadas, não há liberdade política, religiosa, de expressão e de pensamento, a mídia, a internet e a imprensa são controlados pelo governo, as escolas, os grupos organizados e a mídia não educam e nem informam, mas fazem lavagem cerebral e formam militantes e terroristas, a polícia é política, a sociedade é controlada e nada escapa aos olhos do governo. O totalitarismo é um caminho sem volta ou de difícil retorno uma vez que busca controlar a massa pobre, analfabeta, ignorante e menos favorecida usando-a como massa de manobra e quando já conquistou todo o aparato estatal e a máquina do governo, passa a fazer o aparelhamento do Estado, usando todas as suas instituições como arma política contra as oposições e a favor do grupo que se encontra no poder, tornando árduas a luta e a resistência política. Além disso, o totalitarismo é expansionista, não se contenta em se instalar em apenas um único país, ao se consolidar num país, ele busca interferir nos demais para instalar um regime semelhante e satélite, seja por invasão, apoio as oposições e grupos dissidentes, financiando golpes de Estado, promovendo ajuda econômica, internacionalizando empresas e até via terrorismo, por isso a relevância dada ao incremento bélico. No cenário internacional, quando se discute sobre um país totalitário, há sempre a discussão sobre a pertinência de se haver nele uma intervenção ou não dos Estados Unidos ou da comunidade internacional para mudar o regime. Rússia e China, por também serem totalitários, e os maiores advogados do totalitarismo, sempre advogam a tese da soberania de cada país, na qual cada país tem uma cultura particular, adota o regime político mais adaptado a essa cultura particular e que uma intervenção representa uma violação da soberania, sendo isso um desrespeito as leis do Direito Internacional. Os Estados Unidos, sob o governo do Partido Republicano, e tendo em vista a nulidade do poder de intervenção da comunidade internacional, sempre pregam a intervenção militar para levar a democracia ao país totalitário e derrubar seu governo, uma vez que para os norte-americanos o totalitarismo representa um mal maior que a perda da soberania. A História mostra que todos os países totalitários que sofreram uma intervenção militar dos Estados Unidos, se tornaram democracias prósperas e estáveis em termos políticos e econômicos, tendo valido a pena, após duras e longas batalhas, como ilustram os casos da Alemanha nazista e do Japão pós Segunda Guerra Mundial. É certo que os Estados Unidos apóiam e sustentam alguns regimes totalitários para defender seus interesses, mas onde eles fizeram uma intervenção militar e implantaram a democracia, o resultado foi positivo. Diante dessa tendência, pode-se afirmar que apesar da polêmica e das imensas dificuldades enfrentadas pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, a continuidade dessas operações, após dura e longa batalha, deve levar o desenvolvimento, a democracia e o bem-estar a esses países que viveram muitos anos sob o totalitarismo de Saddam Hussein e do Talibã respectivamente, a pior coisa da Política.

Opinião Política - A Favor de Israel

No conflito e tensão entre Israel e Palestina e os países árabes que assola há muitos anos o Oriente Médio, Israel é a maior vítima. Comparando-se os regimes de Israel, Palestina e países árabes podemos fazer muitas constatações. Politicamente, Israel é uma democracia, tem liberdade de expressão, de opinião, de pensamento e de imprensa, os direitos humanos são respeitados, tem parlamento, eleições livres e oposição, não há perseguição política, religiosa e nem às minorias inclusive de origem muçulmana, árabe e palestina, que em Israel e apesar do conflito tem garantidos o acesso a saúde, emprego, educação e demais serviços básicos, inclusive representação no parlamento, como qualquer cidadão israelense, desde que não tenham vínculos com o terrorismo, a religião não interfere no Estado, não tem o fundamentalismo, o islamismo pode ser exercido livremente e tem apoio dos Estados Unidos. Já na Palestina e nos países árabes, os líderes não são eleitos pelo povo, não há o costume de se exercer a democracia, as mulheres não têm liberdade, há perseguição às minorias especialmente judeus e israelenses, a repressão é violenta, grupos terroristas são tolerados e até apoiados pelo governo como o Hamas e o Hesbolah, o fundamentalismo islâmico molda a sociedade e o Estado, a imprensa é fortemente controlada e têm o apoio da China e da Rússia. As condições socioeconômicas de Israel são de Primeiro Mundo, com educação e saúde de qualidade e boas universidades, Israel possui um ótimo sistema de inteligência e segurança, aperfeiçoados pelos atentados terroristas, e a tecnologia israelense é de ponta, isso tudo apesar de ser um país pequeno e localizado no deserto, de onde nasceu uma rica agricultura com a implantação de um sistema de irrigação. Já nos países árabes, apesar de serem os maiores produtores de petróleo e de possuírem grandes castelos e califados ornados de ouro e muito luxo, essa riqueza se restringe apenas aos reis, sultões e suas famílias, a população convive com a pobreza, a destruição, o analfabetismo, o subdesenvolvimento, a tirania, a corrupção, a fome e a miséria, tornando-os redutos de grupos terroristas e escolas fundamentalistas islâmicas, que recrutam seus militantes da população para servirem de exército e homem-bomba. Em relação a História, sempre prevaleceu a lógica de os países árabes atacarem primeiro Israel para depois este responder de forma desproporcional cometendo a morte de milhares e anexando territórios dos árabes, expandindo sua extensão territorial, mas sempre depois de serem atacados e provocados e sofrerem um atentado terrorista, em legítima defesa. Lógica que prevalece nos dias atuais, onde Israel revida os ataques do Hamas e do Hesbolah com bombardeios e ataques aéreos violentos. Existe no mundo hoje uma tendência mundial da mídia, da imprensa, da intelectualidade e das organizações internacionais de se criticar Israel e ignorar seu lado e sempre colocar os árabes como vítimas. Acusam Israel de crimes de guerra, crise humanitária, genocídio, desrespeito aos direitos humanos e condenam o muro israelense para conter o terrorismo, mas escondem as atrocidades cometidas pelos países árabes entre eles e contra o próprio povo, esquecendo por exemplo do massacre dos curdos pelo regime de Saddam Hussein no Iraque e dos conflitos sociais decorrentes da crise dos refugiados palestinos na Jordânia. A História e os fatos comprovam que a razão está com Israel.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Opinião Política - Irã: um Perigo

Uma das maiores ameaças mundiais atualmente consiste na obtenção de armas nucleares pelo Irã e suas possíveis conseqüências, que são incalculáveis. Como se sabe, o Irã é uma teocracia, é um regime anti-democrático, lá há perseguição política e religiosa, a oposição e as minorias são reprimidas, não há respeito aos direitos humanos, o fundamentalismo religioso prevalece, a religião molda toda a sociedade, as eleições são de fachada e fraudulentas e moldadas pelos interesses dos aiatolás, como a que reelegeu Ahmajinejad, está se tornando uma potência regional no Oriente Médio, tem apoiado e financiado grupos terroristas como o Hamas, o Hesbolah, interfere internamente nos países da região para aumentar sua influência, como no Iraque, na Síria e no Líbano, tem laços com a Venezuela, Bolívia e Equador, recebe apoio e proteção da Rússia e da China, não respeita as decisões da ONU, vive constantemente em atrito com Israel, Estados Unidos e o Ocidente, seu presidente Mahmoud Ahmajinejad é um líder radical e populista, defendeu em discurso a destruição e eliminação do Estado de Israel, negou o Holocausto e faz discursos polêmicos incitando o ódio e a intolerância. Diante de um regime nebuloso e obscuro que apóia grupos terroristas e de um presidente que faz apologia ao ódio contra Israel, é fácil de imaginar o que pode acontecer se este venha a adquirir a capacidade de produzir armas nucleares gerando um futuro de muitas incertezas no mundo.

Entender Política - Esquerda e Direita

Para o bom entendimento básico da Política, existe a divisão básica entre Esquerda e Direita, que uns a aceitam e outros a consideram ultrapassada diante das grandes transformações sociais dos últimos anos. Mesmo assim, essa divisão tem importância uma vez que sem ela torna-se difícil para se compreender os assuntos políticos. É necessário ter em mente que estes dois conceitos assumem diversas formas, umas mais radicais e outras mais moderadas, com mistura entre seus pressupostos, sendo que a seguir será apresentada uma idéia geral destes conceitos. A Esquerda corresponde aos defensores de idéias de tendências socialistas, tais como o igualitarismo, a distribuição de renda, a justiça social, a intervenção do Estado na economia, o fim ou a atenuação das diferenças entre as classes sociais, a defesa da tese de que os problemas sociais levam a um aumento da criminalidade e que a assistência social seria a forma de combatê-la, o protecionismo, a defesa da greve e da guerrilha como meios de se combater as injustiças sociais se necessário, a reforma agrária, a nacionalização e estatização das empresas estrangeiras, o aumento de impostos para as classes mais abastadas, os programas sociais, a socialização da economia e dos meios de produção e o sindicalismo. Tem como base a ex-União Soviética, a China, o Estado, o comunismo, os trabalhadores e os sindicatos. A Direita defende idéias de tendência liberal e conservadora, tais como a propriedade privada, a manutenção da ordem, a tese de que o caráter das pessoas é a causa da criminalidade sendo a polícia o instrumento para combatê-la, a iniciativa privada, a redução da interferência do Estado na economia, as privatizações, a redução de impostos, a economia de mercado, o trabalho como forma de diminuição das diferenças sociais, a tese de que as diferenças de classes sociais sempre existiu no mundo, a família, a religião, a política anti-imigratória. Tem como base os Estados Unidos, a iniciativa privada, o capitalismo, os empresários e as empresas. De maneira simplista, a divisão entre Esquerda e Direita assume a forma descrita acima, a partir dela se desenvolve uma enormidade de variedades de conceitos, como a social democracia, o centro, a democracia cristã, a centro-esquerda, a centro-direita, a extrema-esquerda, a extrema-direita, todas elas baseadas nos conceitos Esquerda e Direita.


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Acessibilidade - Breve História dos Deficientes Físicos

Com o passar dos anos a vida do deficiente físico tem se tornado cada vez melhor, mas para isso a luta, a persistência, a coragem, a resistência, a busca constante de seus direitos e a força de vontade são fatores vitais e se houve avanços, há ainda muitos desafios a enfrentar. Antigamente, quando uma família tinha um filho deficiente físico, este era entregue a uma igreja ou abandonado nas ruas. Ter um filho deficiente físico era motivo de vergonha, incômodo, estorvo, aberração e maldição e muitas famílias simplesmente o rejeitava. Era comum as famílias o esconderem, pô-lo num quarto escondido ao receberem visitas em casa, trancarem-no em casa e impedi-lo de sair de casa, seja por puro preconceito ou como forma de protegê-lo. Muitos pais tinham vergonha de aparecer em público com o filho deficiente físico. Com o tempo, eles passaram a poder sair de casa, mas a dificuldade das pessoas de se relacionar, de saber o modo de tratar ou o simples preconceito para com o deficiente físico e a falta de uma infra-estrutura adaptada para essa população passaram a ser os desafios, após a aceitação da família. É comum as pessoas chamarem os deficientes físicos de ‘’Aleijados’’, discriminá-los, negar ajuda e nos lugares não haver ruas, calçadas, rampas e banheiros adaptados. Esse desafio tem sido superado aos poucos. A busca de emprego pelos deficientes físicos tem sido o desafio atual. As empresas simplesmente não os contratam alegando os custos empresariais e econômicos, o que tornou necessário a imposição de cotas por parte do governo às empresas para os contratar. Muitas empresas ainda não cumprem a lei de cotas, seja por desconhecimento, por estarem em processo de adaptação ou simplesmente pelos custos acarretados. Hoje, há deficientes físicos atuando na atividade política, nas empresas, nas faculdades, eles saem mais, o uso de novas tecnologias, do computador e da internet tem facilitado suas vidas, já existem legislações e cartilhas sobre essa população e foram criadas secretarias de governo especializadas. Eles conquistam seu espaço, participam ativamente da sociedade e enfrentam as dificuldades de frente. Muitas barreiras foram superadas pelos deficientes físicos, há muitas outras que precisam ser superadas, mas para isso é necessário muita luta na busca de seus direitos e pela sua inclusão social.

Opinião Política - A Importância de Obama e da Copa

A eleição de Barack Obama a presidente dos Estados Unidos e o sucesso da realização da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul foram eventos importantes para o movimento negro e significaram grandes avanços para a sociedade. Os Estados Unidos é a maior potência mundial, aquele que se torna o presidente desta nação assume o papel do homem mais poderoso do planeta, todos os presidentes norte-americanos até então foram de origem branca, houve durante sua história exploração e escravidão da mão-de-obra negra e perseguição e negação de direitos aos negros, inclusive com a existência de um grupo racista e violento o Ku Klux Klan que visava o extermínio da população negra, e foi preciso o engajamento do movimento negro e de seu principal ícone Marthin Luter King para haver maior reconhecimento desta população. Diante disso tudo, apenas a vitória de Barack Obama tem significado especial, embora não se possa fazer ainda uma avaliação precisa de seu governo. Em relação a Copa da África do Sul, houve no início muitas dúvidas sobre a capacidade e viabilidade de se realizar um evento dessa magnitude em um país do continente africano. Como se sabe a África do Sul sofreu a colonização européia, é um país de um continente onde a pobreza extrema prevalece e viveu muitos anos sob o regime brutal de segregação racial do apartheid no qual a luta e a resistência de Nelson Mandela foi fundamental para pôr fim a essa tirania. Para uma população que sofreu durante toda a sua história de escravidão, colonização, exploração, preconceito, perseguição, segregação, pobreza, subdesenvolvimento, ditaduras e negação de direitos, a eleição de um negro para presidente dos Estados Unidos e a realização com sucesso de uma Copa do Mundo na África representam uma ponta de esperança para um povo tão sofrido.

Graduação

Abaixo você pode observar momentos especiais de minha Graduação.